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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Estúdio Abbey Road é declarado sítio histórico


Pessoas se aglomeram em frente ao estúdio Abbey Road, em Londres. O local de gravação foi classificado na terça-feira como sítio histórico, visando preservação do santuário da música pop. 17/02/2010

REUTERS/Jas Lehal

Estúdio Abbey Road é declarado sítio histórico
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


LONDRES (Reuters Life!) - O estúdio de gravação Abbey Road, celebrizado pelos Beatles, foi classificado pelo governo britânico na terça-feira como sítio histórico, visando proteger o santuário da música pop contra quaisquer planos de modificações radicais no imóvel.
A notícia divulgada na semana passada de que a gravadora EMI, proprietária do estúdio, estaria se preparando para vendê-lo, atraiu interesse mundial e suscitou receios de que o local pudesse ser convertido em imóvel residencial.
Seguindo o parecer do organismo de preservação nacional English Heritage, a ministra britânica da Cultura, Margaret Hodge, situou o estúdio na segunda mais alta categoria de locais a serem preservados, classificando-o como edifício tombado Grau 2.
Em comunicado à imprensa, a ministra disse que a classificação foi dada "com base no mérito histórico do estúdio" e devido a sua "enorme importância cultural".
O novo status significa que, embora possam ser feitas modificações no interior do imóvel, quaisquer reformas propostas terão que respeitar o caráter e a preservação dele.
O estúdio Abbey Road virou sinônimo dos Beatles, que ali gravaram quase todos seus álbuns e singles entre 1962 e 1970. O Pink Floyd também gravou no estúdio seus álbuns do final dos anos 1960 e meados dos anos 1970.
Turistas ainda posam frequentemente para fotos no cruzamento vizinho para pedestres na rua Abbey, que é vista na capa do álbum "Abbey Road", dos Beatles.
Entre os que pediram que o imóvel fosse tombado estão o ex-Beatle Paul McCartney e o empresário musical Andrew Lloyd Webber, que assinalou que seria um potencial comprador.
A EMI disse no domingo que quer continuar a ser proprietária do estúdio, situado no bairro de St. John's Wood, na zona norte de Londres, mas que está discutindo com outras partes a possibilidade de renová-lo.
A gravadora, que pertence ao grupo de participações acionárias Terra Firma, declarou anteriormente que saudava as notícias sobre o tombamento previsto, apesar de as restrições envolvidas no tombamento potencialmente reduzirem o valor de venda do imóvel.
"O fato de tanto interesse ter sido suscitado pela impressão de que o futuro do Abbey Road estaria ameaçado é testemunho tanto da importância da música na vida das pessoas quanto das paixões que esse tipo de questão suscita", disse Hodge.
(Reportagem de Stefano Ambrogi)

Biblioteca Britânica vai registrar história oral da ciência

Biblioteca Britânica vai registrar história oral da ciência
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

LONDRES (Reuters Life!) - A Biblioteca Britânica pretende registrar as vozes, memórias e experiências de centenas de cientistas, para formular um relato em primeira mão de como a ciência de fato funciona.
O projeto Uma História Oral da Ciência Britânica, a cargo da National Life Stories, é o primeiro de seu gênero e vai reunir 200 entrevistas audiovisuais com cientistas britânicos que são líderes mundiais em inovações.
"Cientistas britânicos estiveram por trás de muitas das inovações científicas e tecnológicas que fazem manchetes diárias, mas pouco se sabe sobre as histórias pessoais reais por trás desses avanços que transformaram nosso mundo", disse o curador de História Oral da Biblioteca Britânica, Rob Perk, em comunicado.
Não existem gravações de arquivo de alguns dos cientistas britânicos mais eminentes do século 20, incluindo Alan Turing (1912-1954), decifrador de códigos e pioneiro da história da computação, e o fisiologista A.V. Hill (1886-1977), cujo trabalho sobre músculos foi reconhecido com o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1922.
Mesmo os cientistas associados às invenções britânicas, como Christopher Cockerell (1901-1999), o inventor do hovercraft (ou aerodeslizador), parecem não ter deixado depoimentos orais substanciais documentando sua vida e obra.
Muito poucos cientistas britânicos vivos, incluindo vários Prêmios Nobel, foram entrevistados extensamente. Não existe nenhuma pesquisa histórica ampla sobre o esforço e as descobertas científicas britânicas que seja baseada nas memórias e experiências pessoais.
O projeto História Oral da Ciência Britânica vai entrevistar tanto os nomes mais conhecidos da ciência britânica quanto vozes menos ouvidas e esquecidas como as de técnicos e cientistas mulheres, para assegurar que suas memórias sejam preservadas para o futuro.
O programa de história oral vai captar a cultura científica na Grã-Bretanha desde a 2a Guerra Mundial por meio de entrevistas em áudio, cada uma tendo em média de 10 a 15 horas de duração e complementada por gravações de vídeo mais curtas para documentar fatos, instrumentos e locais importantes.
O arquivo será organizado em torno de quatro temas, para refletir o caráter e as questões emergentes da ciência no século 20.
O professor universitário e Prêmio Nobel de química Harry Kroto disse que o programa será um acréscimo importante à compreensão da ciência britânica e seu impacto maciço sobre a sociedade global.
Ele acrescentou: "Baseado nas memórias e experiências pessoais, o programa da Biblioteca Britânica será singular por lançar luz sobre o processo científico, as atitudes intrínsecas de cientistas e sua influência sobre uma sociedade instruída e 'esclarecida.'"
(Reportagem de Paul Casciato)

Site TMZ é acusado de roubar entrevista com ex de Jackson

Site TMZ é acusado de roubar entrevista com ex de Jackson
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Por Eriq Gardner
LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - O site de celebridades TMZ está sendo processado por divulgar uma entrevista supostamente roubada e confidencial de Debbie Rowe, ex-mulher do cantor Michael Jackson, morto em junho.
O processo aberto na segunda-feira num tribunal da Califórnia pelo produtor F. Marc Schaffel desperta questões interessantes sobre a forma como o site obtém suas informações, sobre questões de direitos autorais e sobre os limites entre um clipe de entretenimento e um produto noticioso.
O autor da ação diz ser proprietário da entrevista, gravada em 2003. Trechos da conversa haviam sido divulgados na época da gravação, mas outros foram retidos por serem considerados privados e confidenciais, sujeitos a um acordo entre entrevistada e entrevistador.
Depois que Jackson foi indiciado por suspeita de pedofilia, em dezembro de 2003, o xerife do Condado de Santa Barbara obteve e executou um mandado de busca e apreensão na casa de Schaffel, onde a entrevista foi encontrada. Dois anos depois, o xerife informou que havia devolvido o material sem divulgar "trechos confidenciais" a ninguém.
Mas, em julho de 2009, o TMZ divulgou esses trechos confidenciais, inclusive um em que Rowe falava sobre a necessidade de sedativos. O autor do processo diz que a declaração de Rowe foi feita em tom de brincadeira, ao falar sobre o pânico de subir ao palco, mas que o TMZ tirou a fala do seu contexto para vinculá-la à morte de Jackson, por overdose de medicamentos.
Depois da divulgação, Schaffel e Rowe exigiram a retirada dos trechos confidenciais. O TMZ inicialmente alegou que o vídeo havia sido obtido junto a uma TV britânica, mas depois confirmou que sua origem era o Departamento do Xerife de Santa Barbara.
Segundo Schaffel, o TMZ, quando confrontado, desmentiu a história e alegou que sua fonte era confidencial.
Schaffel agora pleiteia indenização do TMZ por violação e alteração de direito autoral. Ele afirma que os trechos confidenciais têm "um valor estimado de potencialmente milhões de dólares, sendo que a quantia exata deve ser provada em juízo". O TMZ pode tentar provar que fez um uso legítimo do material.
O produtor já processou a Fox News no mês passado por divulgar a entrevista.

Exposição em Londres mostra lado sombrio do escultor Henry Moore

Exposição em Londres mostra lado sombrio do escultor Henry Moore
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Por Peter Griffiths
LONDRES (Reuters Life!) - Uma exposição em Londres retrata o escultor Henry Moore como radical que explorou um mundo sombrio de sexo, guerra e morte, contestando sua imagem moderna de criador de figuras gentis que enfeitam espaços públicos ao ar livre em todo o mundo.
A galeria londrina Tate Britain reuniu mais de 150 das esculturas e pinturas do artista para criar a mostra, descrita como a maior exposição da obra de Moore em uma geração.
Desde desenhos claustrofóbicos de figuras esqueletais escondendo-se de ataques aéreos até máscaras primitivas de pedra e imensas figuras femininas eróticas de madeira, a exposição acompanha mais de 40 anos do trabalho de Moore.
O co-curador Chris Stephens disse que espera mostrar um retrato mais sombrio e complexo de Henry Moore e reafirmar a posição deste de um dos maiores escultores dos tempos modernos, após um período de ambivalência crítica.
"O lado crítico, escuro e erótico do trabalho dele foi esquecido", disse Stephens à Reuters em entrevista. "Não é possível apreciar seu trabalho plenamente sem compreender o contexto das duas guerras mundiais, do Holocausto e assim por diante."
A exposição pretende mostrar que Moore não se limitou às figuras reclinadas de grandes dimensões e cenas familiares aconchegantes que estão espalhadas por praças públicas e parques de esculturas de Dallas a Berlim.
Nascido em 1898, Moore era filho de um mineiro de carvão do norte da Inglaterra. Sétimo de oito filhos, ele cresceu durante a turbulência na Europa que levou a duas guerras mundiais, a corrida armamentista nuclear e a Guerra Fria.
Depois de entrar para o exército, em 1917, Moore se viu no meio de um ataque alemão com gás mostrarda nas trincheiras do front na França. Ele foi um dos apenas 52 sobreviventes de seu regimento de 400 homens e passou dois meses no hospital.
"Sua arte nasceu daquele momento de crise e ansiedade que caracterizou a metade do século 20", disse Stephens.
Henry Moore combinou aspectos da escultura grega e romana tradicional com os desenhos ousados e primitivos da arte das culturas asteca, maia e africana, buscando sentido em formas orgânicas, mais que em representações exatas.

Gibi do Super-Homem é vendido por US$ 1 milhão


Uma cópia da primeira edição da revista do Super-Homem nesta foto de publicidade divulgada à Reuters em 22 de fevereiro de 2010. O raríssimo exemplar, publicada em junho de 1938, foi vendido pelo valor recorde de 1 milhão de dólares pelo site ComicConnect.com.
REUTERS/ComicConnect.com/Divulgação


Gibi do Super-Homem é vendido por US$ 1 milhão
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


LOS ANGELES (Reuters) - Um raríssimo exemplar da primeira edição da revista do Super-Homem, publicada em junho de 1938, foi vendido nesta segunda-feira pelo valor recorde de 1 milhão de dólares pelo site ComicConnect.com.
Os proprietários do site disseram que a revista Action Comics, em seu número 1, introduziu o herói justiceiro aos fãs, contando que ele havia nascido em outro planeta. A história apresenta também a "musa" do herói, Lois Lane.
Stephen Fishler, fundador do ComicConnect.com, disse que há apenas cerca de cem exemplares conhecidos da revista, mas que apenas dois ou três outros devem estar no mesmo estado de preservação, sem restauração.
"Exceto por esta revista, pode levar dez ou vinte anos antes que outra assim seja oferecida", disse Fishler, segundo quem o exemplar foi comercializado pela última vez há 15 anos, por 150 mil dólares.
O novo comprador permaneceu anônimo. O valor de 1 milhão de dólares equivale a mais do que o triplo dos 317 mil dólares arrecadados pela ComicConnect no ano passado com a venda de um exemplar da Action Comics número 1, em estado de conservação inferior.
Em 1938, a revista custava 0,10 dólar.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Caldeirão de Histórias", com memórias de moradores, diverte crianças

"Caldeirão de Histórias", com memórias de moradores, diverte crianças
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
da Folha Online

Leia sobre peças que entretêm os pequenos neste fim de semana:


Peça infantil "Caldeirão de Histórias", da Cia. Articularte, usa a técnica de teatro de sombras

"Caldeirão de Histórias"A peça é resultado do trabalho da companhia Articularte, que durante dez meses ficou em garagens de casas da região oeste. A história foi criada a partir de histórias e memórias contados pelos moradores. Informe-se sobre o evento

"É Nóis na Xita"Os palhaços Cara de Pau, Montanha e Cafi mostram a disputa entre eles para conseguir aplausos do público, em espetáculo de circo e improvisação. Informe-se sobre o evento

"As Incríveis Histórias de Mariazinha e seu Amigo Sol"Mariazinha compartilha algumas histórias de seu diário, onde estão guardadas as melhores recordações, e faz reviver vários acontecimentos de sua vida, como o dia em que o primeiro circo chegou à sua cidade. Informe-se sobre o evento

"Panos e Lendas"A peça conta a história do começo ao fim do mundo, utilizando folclore brasileiro, música e brincadeiras. Informe-se sobre o evento

"Sapecado"O musical caipira conta a viagem da roceira Assunta, do cachorro Rex e do carteiro Adauto pela estrada do Bromongó, rumo ao baile na vila do Sapecado. Informe-se sobre o evento

Folha on line de 20 de fevereiro de 2010

Tutankamon morreu de malária combinada com infecção óssea

Tutankamon morreu de malária combinada com infecção óssea
Faraó morreu aos 19 anos, em 1324 a.C., com apenas nove anos de trono, sem deixar herdeiro.
AFP - 17/2/2010 - 16h14

WASHINGTON (AFP) - O jovem e lendário faraó Tutankamon, que teria morrido misteriosamente há mais de 3 mil anos, faleceu, na verdade, de malária combinada com uma infecção óssea, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos.
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Tutankamón morreu tão jovem - aos 19 anos, em 1324 a.C., com apenas nove anos de trono, sem deixar herdeiros - o que levou especialistas a especularem sobre a hipótese de doenças hereditárias na família real da XVIII dinastia, explica Zahi Hawass, responsável pelas antiguidades egípcias no museu do Cairo e principal autor do estudo.

Os pesquisadores se apoiaram em vários métodos, entre eles a radiologia e as análises do DNA para o trabalho, realizado em 16 múmias, com onze delas, incluindo a de Tutankamón, sendo, aparentemente, membros da família real.

O estudo, realizado entre 2007 e 2009, buscava determinar os vínculos de parentesco e de sangue, e a existência de características patológicas hereditárias em Tutankamón. Os mesmos permitiram identificar o pai do faraó, marido da lendária rainha Nefertiti.

"Estes resultados permitem pensar que uma circulação sanguínea insuficiente dos tecidos ósseos, que debilitou e destruiu parte da ossatura, combinada com malária, foi a causa mais provável da morte de Tutankamón", ocorrida após uma fratura, explica Zahi Hawass, com trabalhos divulgados no jornal da Associação Médica americana (Jama) na edição de 17 de fevereiro.

O diagnóstico pôde ser estabelecido sobretudo graças aos exames genéticos, que revelaram uma série de más-formações na família Tutankamón, como a doença de Kohler, que destrói células ósseas.

As análises de DNA também puseram em evidência a presença de três genes vinculados ao parasita Plasmodium falciparum, responsável pela malária em quantro múmias estudadas, entre elas a de Tutankamón.

Tutankamón e seus ancestrais eram pouco conhecidos até a descoberta, em 1922, de sua tumba pelo britânico Howard Carter, que continha um grande tesouro, incluindo uma máscara mortuária em ouro maciço.

O estudo parece abrir as portas a um novo enfoque de investigação em genealogia molecular e paleogenômica do período faraônico, opinam os cientistas.

Diário do Comércio de 19 de fevereiro de 2010