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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

'Quidam', espetáculo do Cirque Du Soleil, chega a SP



'Quidam', espetáculo do Cirque Du Soleil, chega a SP
Montado pela primeira vez em 1996, número histórico da trupe já passou por sete cidades brasileiras


Guilherme Conte e Luiza Pereira, de O Estado de S. Paulo


Um dos números do espetáculo do grupo canadenseSÃO PAULO - Os integrantes do Cirque Du Soleil chegam a São Paulo com as malas cobertas de etiquetas - e o corpo queimado de sol. Quidam, o terceiro espetáculo da história da trupe blockbuster canadense, montado pela primeira vez em 1996, começa a sua temporada na cidade depois de passar, desde junho, por Fortaleza, Olinda, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Rio de Janeiro.

A história de uma adolescente solitária que se refugia em um mundo de sonhos e fantasias serve de base para o grupo construir os números que lhe conferiram fama - e se tornaram marcas registradas dos seus 25 anos de história, completados ano passado. O público pode ir ao Parque Villa-Lobos com a certeza de que verá, portanto, as acrobacias circenses impressionantes, os figurinos caprichados e o apuro visual de encher os olhos que costumam integrar os espetáculos da trupe.

250
é o número aproximado de figurinos de 'Quidam', que os artistas tiram e põem em trocas rápidas.
15
são as nacionalidades dos 50 artistas que integram o elenco. Três deles são brasileiros.
9 milhões
de espectadores já viram o espetáculo nos 14 anos em que está em cartaz, em 20 países.


Parque Villa-Lobos (2.600 lug.). Av Queiroz Filho, s/nº, Alto de Pinheiros, 4004-3100. 150 min. 13 anos. 5ª e 6ª, 21h; sáb., 17h e 21h; dom., 16h e 20h. R$ 190/R$ 390 (mais R$ 140 dão acesso a serviços especiais). Até 28/3.


Jornal O Estado de S. Paulo de 19 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Centro cultural oferece encontro de literatura marginal e música

Fachada do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, que promove evento neste sábado

Centro cultural oferece encontro de literatura marginal e música
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
da Folha Online
Divulgação


Fachada do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, que promove evento neste sábado
Neste sábado (20), o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, na região norte da capital paulista, promove o 1º Encontro dos Poetas Suburbanos, a partir das 20h. A entrada para o evento é gratuita.


Organizado pelo coletivo Literatura Suburbana, o evento reúne 29 escritores que integraram edições das Coletâneas Poetas Suburbanos. O coletivo, original do bairro da Brasilândia, enfoca a cultura afro e hip hop, bem como a literatura marginal.


O sarau contará, ainda, com apresentações de dança, música e exposição de livros.
Informações sobre eventos gratuitos e populares podem ser consultadas no site Catraca Livre.


Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso - av. Deputado Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha, região norte, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3984-2466. Sáb. (20): 18h. Grátis. Não recomendado para menores de 14 anos.


Folha on line de 18 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Primeira escola de samba do Brasil se chamava Deixa Falar; saiba origem do nome

Primeira escola de samba do Brasil se chamava Deixa Falar; saiba origem do nome

A primeira escola de samba do Brasil foi a Deixa Falar, criada no bairro carioca do Estácio, em 1928, pelo sambista Ismael Silva. No livro "O Pulo do Gato", o autor Márcio Cotrim conta a história da origem do nome.

"Escola porque ficava perto de uma escola pública do bairro e porque Ismael achava que seu grupo formaria professores do samba. O nome repetiu a frase de que ele tanto gostava: 'Deixa falar, nós também somos mestres. Somos uma escola de samba!"

A obra decifra a origem de palavras e expressões populares. Cotrim é carioca, jornalista, escritor e atualmente o diretor-executivo da Fundação Assis Chateaubriand, órgão corporativo do grupo Associados de comunicação.

Entre as expressões explicadas no texto de Cotrim, estão "não entender patavina", "tirar o cavalo da chuva", "agora é tarde, Inês é morta", "estar na pindaíba", "fazer uma vaquinha", "meter a mão em cumbuca", "Maria vai com as outras", "O importante é competir", "O pior cego é o que não quer ver".

Outro título do gênero é "Conversando é que a Gente se Entende", de Nélson Cunha Mello. É possível encontrar tradução para expressões como: "Tem gringo no samba" (quando alguém destoa por não saber tocar), "enterro dos ossos" (reunião em que se consomem comida e bebida que sobraram de uma festa).

Em "A Casa da Mãe Joana", outro clássico sobre etimologia de palavras, frases e marcas, descobrimos o curioso sentido de outro termo típico do Carnaval: serpentina.
"O latim Serpentinu, relativo a serpente, originou em português o adjetivo serpentino, com o mesmo sentido. Serpentino passou para o feminino, serpentina, para designar, por analogia com o ofídio, tanto o conduto para aquecimento e resfriamento de fluidos, como a fita arremessada nas festas de carnaval."

Folha On Line de 16 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Adoniran Barbosa é esquecido na avenida e Noel Rosa tem sua biografia embargada

Centenários incompletos
No ano em que fariam 100 anos, Adoniran Barbosa é esquecido na avenida e Noel Rosa tem sua biografia embargada
Lucas Nobile

"Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém/ Eu vivi devendo a todos, mas não paguei ninguém." Em 1932, cinco anos antes de sua morte, Noel Rosa compôs o antológico samba Fita Amarela, relatando seus desejos para o dia de sua derradeira despedida. Agora, em 2010, ano em que vai se comemorar seu centenário (no dia 11 de dezembro), Noel jamais poderia imaginar que justamente seus herdeiros seriam os pivôs de um entrave que há quase duas décadas priva o público de ter acesso à vida e à obra do Poeta da Vila.

Em 2008, passados 70 anos da morte de Noel, seu cancioneiro entrou em domínio público. Porém, toda tentativa de esmiuçar a vida do compositor (não só dele, como de qualquer outra pessoa, de acordo com a constituição brasileira), de maneira não autorizada por seus herdeiros legítimos, inevitavelmente naufraga sem amparo jurídico por representar violação ao direito à privacidade.

Nessa celeuma esbarra o trabalho mais completo já feito sobre vida e obra do compositor de Vila Isabel, Noel Rosa - Uma Biografia, de João Máximo e Carlos Didier. Lançado em 1990, pela Editora UnB, o livro ficou disponível em catálogo até 1994, vendendo cerca de 15 mil exemplares. No período seguinte - até hoje -, houve várias tentativas para reeditar a biografia, com editoras como José Olympio, Ed. 34, Cosac Naify e, por último a Ediouro, mas nenhuma vingou.

Depois da morte de Noel, no dia 4 de maio de 1937, todo seu material ficou sob a tutela de sua esposa Lindaura, que faleceu apenas em agosto de 2001. Assim que a viúva morreu, duas sobrinhas do Poeta da Vila, Irami Medeiros Rosa de Melo e Maria Alice Joseph (filhas do irmão de Noel, Hélio Rosa) apareceram para reivindicar a herança do tio. Afirmando que Noel nunca fora casado com Lindaura, e que elas eram as verdadeiras herdeiras, ambas moveram um processo contra os autores da biografia e a UnB, alegando invasão de privacidade da família Medeiros Rosa. "A gente estava dentro da lei, mas tem essa coisa, que surgiu com a constituição de 88, de que não se pode tocar na vida privada. É fácil fazer biografias cor-de-rosa. Nosso livro não é sensacionalista, apenas aborda pontos nevrálgicos da vida do Noel, como o suicídio da avó e o acidente no queixo, fundamental para compreender o estigma do gênio. É como a biografia do Roberto Carlos. No fim das contas, vão vetando o acesso dos brasileiros às informações. Vivemos na escuridão, na era do controle. Sem contar que temos fotos e a certidão do casamento de Noel com Lindaura", diz o autor da biografia Carlos Didier. "Lindaura foi uma lavadeira. O livro esmiúça nossa vida privada, botou minha família na lama. Isso é inveja, não conheço os autores, mas os comentários deles não me atingem. Sem o livro, eles devem estar bem tristinhos. Confio incondicionalmente no meu genro, que cuida de tudo isso, não vou mais me envolver, já estou com uma certa idade. Mas não tenho pressa, nunca precisei de direito autoral para sobreviver. É tudo uma questão de sentar e negociar", responde por telefone Irami, sobrinha de Noel.Por causa do embargo, a biografia que representa o mergulho mais profundo e vertical sobre a figura de Noel Rosa tornou-se artigo de colecionadores ou endinheirados. Para se ter uma ideia, em janeiro, o site www.estantevirtual.com.br apontava sebos que vendiam o livro a R$ 400. Hoje, paga-se R$ 290 por um exemplar.Para piorar o cenário, os autores João Máximo e Carlos Didier afastaram-se totalmente e não se falam desde 1997. "Posso garantir que este livro nunca mais será relançado. Eu entendo que não bastaria apenas mais uma reimpressão. Teríamos de reparar erros que existem e dar uma enxugada na extensão do livro. Eu cheguei a procurar o Didier por várias vezes, mas ele não atendeu. Hoje não seria mais possível trabalharmos com a mesma harmonia de antigamente", esclarece João Máximo.Porém, pode haver ainda esperança em relação a um relançamento da biografia. Segundo Didier, há pouco tempo ele recorreu a Paulo Roberto Pires, da Editora Agir, para que ele intermediasse uma reaproximação com Máximo. "É claro que eu quero que este livro saia novamente. Meu problema com o João não foi superado, mas Noel Rosa é superior a isso", explica Carlos Didier.

MALOCA PARA TODOS

Se a biografia de Noel Rosa corre o risco de nunca mais ser publicada, condenando a atual e as futuras gerações a não saberem quem foi o autor de pérolas como Com Que Roupa, Gago Apaixonado, Palpite Infeliz e Feitio de Oração, não se pode dizer o mesmo do livro que perfila por completo outro compositor, cujo centenário também se comemora neste ano: João Rubinato, conhecido por todos como Adoniran Barbosa. Por uma falha infeliz, nenhuma escola de samba quis aproveitar como tema o centenário do autor de Saudosa Maloca (leia abaixo), mas, em compensação, acaba de ser relançado Adoniran - Uma Biografia (Ed. Globo).Publicado originalmente em 2004, o livro apresenta o retrato mais fiel de Adoniran já realizado até hoje, justamente por aliar a escrita leve do lado jornalista de Celso de Campos Jr. ao rigor de pesquisa, graças à faceta de historiador do autor.Ao contrário da biografia de Noel, desde que teve a ideia de escrever o livro, em 2001, quando encontrou o acervo de Adoniran literalmente escondido no cofre do Banco do Estado de São Paulo, na Praça Antonio Prado, Campos Jr. sempre contou com total colaboração da herdeira de Adoniran, a filha Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa. "Além da família do Adoniran, tive a ajuda de muita gente. Ele cantou as transformações de São Paulo e sua história precisa ser contada ao público", diz Campos Jr. "Eu tenho um carinho muito especial por todos os trabalhos feitos sobre meu pai, principalmente pela do Celso. Ele é muito meu amigo e virou quase que um sobrinho meu. Desde a primeira vez que ele veio ao Rio para me consultar sobre o livro, eu topei logo de cara pela maneira de ele falar e se dedicar à obra do meu pai", conta Maria Helena, que administra o acervo do pai e aguarda propostas de patrocínio para criar o museu Casa Adoniran Barbosa.

Jornal O Estado de S. Paulo de 15 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Masp e outros museus paulistanos fecham no Carnaval; programe-se

Masp e outros museus paulistanos fecham no Carnaval; programe-se

As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
da Folha Online

Masp
Com cerca de oito exposições, entre acervo e temporárias, o Masp (Museu de Arte de São Paulo), na região central paulistana, fecha na segunda (15) e volta à ativa na quinta-feira (18). Esta também é a última semana para visitar a mostra "Amor e Solidariedade", do escultor expressionista pernambucano Abelardo da Hora, que ocupa o vão livre do museu.
Divulgação

Abelardo e a obra "Mulher Reclinada", exposta no vão do Masp, que sai de cartaz de SP
Escultor, desenhista, gravador, gravurista e ceramista, Abelardo da Hora é um dos poucos expressionistas brasileiros ainda em atividade. Em homenagem aos 60 anos de carreira do artista, o Masp promove uma retrospectiva com 25 toneladas de obras, todas expostas no vão do museu.

A mostra reúne esculturas, como a "Mulher Reclinada", dedicada ao amor e às mulheres, e desenhos e gravuras de retirantes nordestinos, que Abelardo criou em solidariedade ao povo. Depois de São Paulo, as peças partem para João Pessoa, Recife, Caracas, Paris, Bruxelas e Buenos Aires.

Abelardo tem uma história bastante conectada à política. Formado em direito, nunca exerceu a profissão de advogado, é ligado ao Partido Comunista e já foi preso cerca de 70 vezes. Em Recife, ajudou a criar o Movimento de Cultura Popular (MPC) e influenciou outras ações culturais no país.

No auge do MPC, em 1962, o artista criou um de seus mais expressivos trabalhos: a série de 22 desenhos de bico de pena "Meninos do Recife", um retrato da miséria das crianças de rua, foi apreendida pelos militares.

Conheça as exposições do Masp
Veja o horário de funcionamento dos principais museus e galerias
Caixa Cultural - SéFecha dia 16. Abre dia 17 das 12h às 21h.

Conheça as exposições da Caixa Cultural - Sé
Centro Cultural São PauloFecha dia 16. Abre dia 17 das 12h às 20h.

Conheça a exposição do Centro Cultural São Paulo
Choque CulturalFecha dia 16.

Conheça a exposição da Choque Cultural
Estação PinacotecaFecha no dia 16. Abre dia 17 das 12h às 17h30.

Conheça as exposições da Estação Pinacoteca
FaapFecha entre os dias 13 e 16. Abre dia 17 das 13h às 20h.

Conheça a exposição da Faap
Galeria VirgilioFecha entre os dias 15 e 17.

Conheça a exposição da Galeria Virgilio
Instituto Tomie OhtakeFecha entre os dias 13 e 16. Abre dia 17 das 12h às 20h.

Conheça a exposição do Instituto Tomie Ohtake
Itaú CulturalFecha entre os dias 13 e 16. Abre dia 17 das 12h às 20h.

Conheça a exposição do Itaú Cultural
MISFecha no dia 16. Abre no dia 17 das 12h às 21h.

Conheça a exposição do MIS
Pinacoteca do EstadoFecha dia 16. Abre dia 17 das 12h e às 17h30.

Conheça as exposições da Pinacoteca do Estado
Sesc PompeiaDomingo e dia 15 abre das 10h às 20h. Fecha dia 17.

Conheça as exposições do Sesc Pompeia

Folha On Line

Filósofo vai de Aristóteles a Descartes para analisar personagens de séries



Filósofo vai de Aristóteles a Descartes para analisar personagens de séries


ANA PAULA SOUSA


da Folha de S.Paulo
Professor de filosofia do que seria, na França, o ensino médio, Thibaut de Saint Maurice percebeu, numa tarde cinzenta de inverno, que as explicações sobre o "raciocínio experimental" eram incapazes de alterar, minimamente que fosse, o olhar de seus alunos. Estavam todos alheios ao que dizia. Foi então que, tal e qual reviravolta num roteiro, ele lembrou-se do doutor House, o médico que dá nome a uma das séries mais vistas no mundo.
"Ao escrever no quadro-negro, para ninguém, lembrei do House tentando explicar aos colegas, no hospital, a pertinência de suas hipóteses", diz. "Perguntei aos alunos se conheciam o House. Até os que olhavam pela janela se voltaram para mim. Começamos a falar sobre a descoberta dos diagnósticos pelo personagem e, então, toda aquela história de 'diálogo entre razão e experimento' ganhou sentido."
Nascia assim "Philosophie en Séries" ("Filosofia em Séries"), publicado na França, sem tradução no Brasil. Se são muitos os subprodutos que as séries procriam, poucos são os que se mostram tão inventivos e, digamos, filosóficos.
"A riqueza das séries é inexplorada", diz o autor, em entrevista à Folha. "Todas juntas, são um formidável espelho da vida contemporânea e constituem um grande reservatório de experiências e de situações com as quais muita gente se identifica." Por isso, sentado em frente à TV, Maurice resolveu filosofar e, de posse de um livro de Kant, acabou por pensar em Jack Bauer, "antikantiano" por excelência.
O autor está convicto de que séries como "Nip/Tuck", "A Sete Palmos" e "Dexter", diversão à parte, giram em torno de questionamentos sobre os valores sociais e a maneira de se ver o mundo. A obsessão estética, a morte e o senso de justiça numa sociedade que se sente refém da violência são, na visão de Maurice, o estofo desses programas.
Jack Bauer, por sua vez, seria o típico herói pós-moderno. "Seu heroísmo não repousa sobre uma virtude essencial, uma fé religiosa ou sobre valores universais. Seu heroísmo é o da eficácia. Sua moral é a utilitarista. A violência que ele pratica é vista como um preço a ser pago em nome da eficácia."
Já House encarnaria a figura moderna de um Sócrates obcecado pela busca pela verdade. "O sucesso da figura de House é extremamente revelador de uma sociedade que não se importa mais com a verdade", diz, dialético.
arte Folha de S.Paulo
Conciliação cultural
O que empurrou Maurice para o projeto foi o desejo de reconciliar cultura de massa e cultura acadêmica. Ele, que tem 30 anos e cresceu assistindo a "Buffy", "Arquivo-X" e "Oz", está convicto de que, por meio da cultura de massa, também é possível valorizar o que os grandes pensadores um dia disseram. "Quando se fala em cultura geral, se pensa na cultura clássica: a cultura do passado é transmitida pela escola enquanto a cultura de massa é tratada como mero entretenimento. Mas isso, simplesmente, não corresponde à maneira como as pessoas vivenciam sua prática cultural. Ver TV não exclui a leitura de livros."
Maurice defende, ao contrário, que pelo fato de estarem no dia a dia de espectadores do mundo todo, as séries podem, se esmiuçadas, mostrar o quanto a filosofia clássica tem a dizer sobre a contemporaneidade. E por que as séries e não o cinema? "Se eu tivesse sido professor nos anos 50, certamente o cinema é que teria chamado a minha atenção, ou mesmo o rock'n'roll. Mas, hoje, o vigor criativo está nas séries."
Maurice confessa, na entrevista, que dentre os 11 programas que analisa, os prediletos são "24 Horas" e "A Sete Palmos". O primeiro, porque tem uma ação vigorosa e toca, de maneira explícita, nas questões da filosofia moral. O segundo, pela capacidade de falar sobre o lugar que a morte ocupa na vida de cada um.
O filósofo irrita-se, porém, com "CSI", que, a seu ver, coloca os procedimentos científicos a serviço do fantasma da segurança e da resolução de crimes. "Me parece um tratamento complicado, pouco cuidadoso, da ciência, um dos bens mais preciosos da humanidade."
E, no seu caso, é possível falar de séries sem desrespeitar a complexidade de certas teorias? "Você faria a mesma pergunta se eu usasse a filosofia para falar sobre pintura?", pergunta, num momento-House. Ou seria Sócrates?


PHILOSOPHIE EN SÉRIESAutor: Thibaut de Saint MauriceEditora: Ellipses (176 págs.; importado)Quanto: 11,88 euros (cerca de R$ 30 mais taxas em http://www.amazon.fr/)


Folha On Line de 14 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Balé Bolshoi se apresentará em Cuba após 30 anos



Bailarinas da companhia Bolshoi ensaiam em Moscow, em dezembro.
REUTERS/Denis Sinyakov


Balé Bolshoi se apresentará em Cuba após 30 anos
sábado, 6 de fevereiro de 2010


HAVANA (Reuters) - Membros do Balé Bolshoi, da Rússia, vão se apresentar no teatro Karl Marx em Havana na próxima semana, em seu primeiro espetáculo na ilha em 30 anos, informou a imprensa estatal cubana na sexta-feira.
A volta do Bolshoi marca a renovação das relações entre Cuba e Rússia, que foram aliados na Guerra Fria por três décadas antes do colapso da União Soviética em 1991.
A imprensa cubana disse que dançarinos do Bolshoi e do Balé Nacional Cubano apresentarão peças de balés como "Giselle" e "O Quebra Nozes" no dia 13 de fevereiro, quando também ocorrerá a Feira Internacional do Livro de Havana, que este ano terá escritores e artistas russos.
O Balé Nacional de Cuba é liderado pela lendária dançarina Alicia Alonso, 89 anos, que ajudou a popularizar o balé em Cuba e treinou uma série de dançarinos cubanos que hoje atuam em companhias no exterior.
(Reportagem de Jeff Franks)