sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Gibi de Batman é vendido por novo recorde de US$1,075 milhão
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Por Alex Dobuzinskis
LOS ANGELES (Reuters) - As primeiras aparições de Superman e Batman em gibis quebraram recordes de valor de venda em leilões e romperam a barreira de 1 milhão de dólares, em uma época em que os investimentos tradicionais vêm se saindo mal e que os super-heróis parecem estar se tornando mais atraentes.
Um gibi de 1939 em que a figura do mascarado Batman combatendo o crime apareceu pela primeira vez foi vendido em leilão em Dallas, na quinta-feira, pelo valor recorde de 1,075 milhão de dólares, anunciou a Heritage Auction Galleries.
Três dias antes, um comprador pagou 1 milhão de dólares pela estreia mundial de Superman na primeira edição de seu gibi da Action Comics, mais que triplicando o recorde mundial anterior de gibis, fixado no ano passado.
Shirrel Rhoades, ex-editor e vice-presidente executivo da Marvel Comics, disse que os altos valores de venda dos gibis constituem em parte um reflexo da situação difícil da economia no momento.
"Quando a bolsa está em baixa e os investimentos imobiliários também, os objetos colecionáveis representam uma alternativa na qual se pode investir e que pode ter algum potencial de crescimento", disse ele.
Rhoades disse ainda que o gibi número 1 da Action Comics, de 1938, pode ser visto como mais histórico que o primeiro gibi em que Batman apareceu, mas que as vendas desta semana parecem estar seguindo sua lógica própria.
A Heritage Auction Galleries não divulgou o nome do dono anterior ou da pessoa que arrematou o volume Detective Comics número 27, o primeiro gibi a trazer o personagem Batman.
O dono anterior é um colecionador experiente que comprou o gibi por 100 dólares há mais de 40 anos. Na época, disse a Heritage Auction Galleries, o preço que ele pagou pareceu alto.
ECONOMIA EM BAIXA, GIBIS EM ALTA
A venda do gibi Action Comics número 11 foi feita pela ComicConnect.com, e Vincent Zurzolo, executivo operacional chefe do site, concorda com a visão de Rhoades de que gibis estão sendo vendidos por valores recordes porque representam um investimento atraente em uma economia em recessão.
Ele disse que compradores pagam valores altos por gibis antigos porque querem algo "com o qual estejam familiarizados, com que se sintam à vontade e que considerem ser um bom investimento."
Na década de 1930, os gibis Action Comics número 1 e Detective Comics número 27 eram vendidos por 10 centavos de dólar.
Especialistas disseram que uma mesma edição de um gibi pode variar muito de preço, dependendo da condição de conservação da revista.
A Heritage Auction e a ComicConnect disseram que as revistas que venderam esta semana eram cópias em ótimo estado de conservação.
Rhoades contou que é dono de uma cópia rasgada do Action Comics número 1 que está sem a capa e vale muito pouco.
Mas disse que, mais de oito anos atrás, doou a uma faculdade de arte um exemplar do gibi de 1963 Amazing Spider-Man número1 (Homem Aranha) que na época valia 40 mil dólares. Ele estima que esse valor já tenha chegado a mais de 100 mil dólares.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Especialistas autenticam tela de Van Gogh com moinho de vento

Pintura chamada 'Le Blute-Fin Mill', de Vincent van Gogh, divulgada pelo Museum de Fundatie.
REUTERS/Museum de Fundatie/Divulgação
Especialistas autenticam tela de Van Gogh com moinho de vento
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
AMSTERDÃ (Reuters) - Uma pintura de um moinho de vento atribuída recentemente ao mestre holandês Vincent van Gogh começou a ser exposta nesta quarta-feira, após passar décadas no depósito de um museu provincial holandês.
Depois de especialistas do Museu Van Gogh, de Amsterdã, terem concluído que "Le Blute-fin Mill" é, de fato, obra do artista holandês, a tela colorida mostrando grandes figuras humanas em volta de um moinho foi posta em exposição no Museum de Fundatie, em Zwolle.
"A pintura é um pouco atípica de Van Gogh devido ao grande número de pessoas que aparece, mas também é muito típica dele devido ao lugar de destaque ocupado pelo moinho", disse o diretor do museu Fundatie, Ralph Keuning, que descobriu a tela em 2007.
De acordo com especialistas, a tela data de 1886. Ela foi comprada há 35 anos pelo fundador do museu, Dirk Hannema, conhecido como experiente colecionador de arte, mas que foi ridicularizado depois de ter errado ao atribuir outra tela ao pintor holandês Vermeer, na década de 1930.
Hennema expôs a tela em sua própria casa até sua morte, em 1984, quando ela desapareceu no depósito do museu, reaparecendo por períodos breves em 1993 e 2007.
O colecionador de arte afirmou ter mais três telas de Van Gogh, mas, segundo Keuning, não foram encontradas provas disso.
(Reportagem de Harro ten Wolde)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Estúdio Abbey Road é declarado sítio histórico

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
A notícia divulgada na semana passada de que a gravadora EMI, proprietária do estúdio, estaria se preparando para vendê-lo, atraiu interesse mundial e suscitou receios de que o local pudesse ser convertido em imóvel residencial.
Seguindo o parecer do organismo de preservação nacional English Heritage, a ministra britânica da Cultura, Margaret Hodge, situou o estúdio na segunda mais alta categoria de locais a serem preservados, classificando-o como edifício tombado Grau 2.
Em comunicado à imprensa, a ministra disse que a classificação foi dada "com base no mérito histórico do estúdio" e devido a sua "enorme importância cultural".
O novo status significa que, embora possam ser feitas modificações no interior do imóvel, quaisquer reformas propostas terão que respeitar o caráter e a preservação dele.
O estúdio Abbey Road virou sinônimo dos Beatles, que ali gravaram quase todos seus álbuns e singles entre 1962 e 1970. O Pink Floyd também gravou no estúdio seus álbuns do final dos anos 1960 e meados dos anos 1970.
Turistas ainda posam frequentemente para fotos no cruzamento vizinho para pedestres na rua Abbey, que é vista na capa do álbum "Abbey Road", dos Beatles.
Entre os que pediram que o imóvel fosse tombado estão o ex-Beatle Paul McCartney e o empresário musical Andrew Lloyd Webber, que assinalou que seria um potencial comprador.
A EMI disse no domingo que quer continuar a ser proprietária do estúdio, situado no bairro de St. John's Wood, na zona norte de Londres, mas que está discutindo com outras partes a possibilidade de renová-lo.
A gravadora, que pertence ao grupo de participações acionárias Terra Firma, declarou anteriormente que saudava as notícias sobre o tombamento previsto, apesar de as restrições envolvidas no tombamento potencialmente reduzirem o valor de venda do imóvel.
"O fato de tanto interesse ter sido suscitado pela impressão de que o futuro do Abbey Road estaria ameaçado é testemunho tanto da importância da música na vida das pessoas quanto das paixões que esse tipo de questão suscita", disse Hodge.
(Reportagem de Stefano Ambrogi)
Biblioteca Britânica vai registrar história oral da ciência
Biblioteca Britânica vai registrar história oral da ciência
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
LONDRES (Reuters Life!) - A Biblioteca Britânica pretende registrar as vozes, memórias e experiências de centenas de cientistas, para formular um relato em primeira mão de como a ciência de fato funciona.
O projeto Uma História Oral da Ciência Britânica, a cargo da National Life Stories, é o primeiro de seu gênero e vai reunir 200 entrevistas audiovisuais com cientistas britânicos que são líderes mundiais em inovações.
"Cientistas britânicos estiveram por trás de muitas das inovações científicas e tecnológicas que fazem manchetes diárias, mas pouco se sabe sobre as histórias pessoais reais por trás desses avanços que transformaram nosso mundo", disse o curador de História Oral da Biblioteca Britânica, Rob Perk, em comunicado.
Não existem gravações de arquivo de alguns dos cientistas britânicos mais eminentes do século 20, incluindo Alan Turing (1912-1954), decifrador de códigos e pioneiro da história da computação, e o fisiologista A.V. Hill (1886-1977), cujo trabalho sobre músculos foi reconhecido com o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1922.
Mesmo os cientistas associados às invenções britânicas, como Christopher Cockerell (1901-1999), o inventor do hovercraft (ou aerodeslizador), parecem não ter deixado depoimentos orais substanciais documentando sua vida e obra.
Muito poucos cientistas britânicos vivos, incluindo vários Prêmios Nobel, foram entrevistados extensamente. Não existe nenhuma pesquisa histórica ampla sobre o esforço e as descobertas científicas britânicas que seja baseada nas memórias e experiências pessoais.
O projeto História Oral da Ciência Britânica vai entrevistar tanto os nomes mais conhecidos da ciência britânica quanto vozes menos ouvidas e esquecidas como as de técnicos e cientistas mulheres, para assegurar que suas memórias sejam preservadas para o futuro.
O programa de história oral vai captar a cultura científica na Grã-Bretanha desde a 2a Guerra Mundial por meio de entrevistas em áudio, cada uma tendo em média de 10 a 15 horas de duração e complementada por gravações de vídeo mais curtas para documentar fatos, instrumentos e locais importantes.
O arquivo será organizado em torno de quatro temas, para refletir o caráter e as questões emergentes da ciência no século 20.
O professor universitário e Prêmio Nobel de química Harry Kroto disse que o programa será um acréscimo importante à compreensão da ciência britânica e seu impacto maciço sobre a sociedade global.
Ele acrescentou: "Baseado nas memórias e experiências pessoais, o programa da Biblioteca Britânica será singular por lançar luz sobre o processo científico, as atitudes intrínsecas de cientistas e sua influência sobre uma sociedade instruída e 'esclarecida.'"
(Reportagem de Paul Casciato)
Site TMZ é acusado de roubar entrevista com ex de Jackson
Site TMZ é acusado de roubar entrevista com ex de Jackson
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Por Eriq Gardner
LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - O site de celebridades TMZ está sendo processado por divulgar uma entrevista supostamente roubada e confidencial de Debbie Rowe, ex-mulher do cantor Michael Jackson, morto em junho.
O processo aberto na segunda-feira num tribunal da Califórnia pelo produtor F. Marc Schaffel desperta questões interessantes sobre a forma como o site obtém suas informações, sobre questões de direitos autorais e sobre os limites entre um clipe de entretenimento e um produto noticioso.
O autor da ação diz ser proprietário da entrevista, gravada em 2003. Trechos da conversa haviam sido divulgados na época da gravação, mas outros foram retidos por serem considerados privados e confidenciais, sujeitos a um acordo entre entrevistada e entrevistador.
Depois que Jackson foi indiciado por suspeita de pedofilia, em dezembro de 2003, o xerife do Condado de Santa Barbara obteve e executou um mandado de busca e apreensão na casa de Schaffel, onde a entrevista foi encontrada. Dois anos depois, o xerife informou que havia devolvido o material sem divulgar "trechos confidenciais" a ninguém.
Mas, em julho de 2009, o TMZ divulgou esses trechos confidenciais, inclusive um em que Rowe falava sobre a necessidade de sedativos. O autor do processo diz que a declaração de Rowe foi feita em tom de brincadeira, ao falar sobre o pânico de subir ao palco, mas que o TMZ tirou a fala do seu contexto para vinculá-la à morte de Jackson, por overdose de medicamentos.
Depois da divulgação, Schaffel e Rowe exigiram a retirada dos trechos confidenciais. O TMZ inicialmente alegou que o vídeo havia sido obtido junto a uma TV britânica, mas depois confirmou que sua origem era o Departamento do Xerife de Santa Barbara.
Segundo Schaffel, o TMZ, quando confrontado, desmentiu a história e alegou que sua fonte era confidencial.
Schaffel agora pleiteia indenização do TMZ por violação e alteração de direito autoral. Ele afirma que os trechos confidenciais têm "um valor estimado de potencialmente milhões de dólares, sendo que a quantia exata deve ser provada em juízo". O TMZ pode tentar provar que fez um uso legítimo do material.
O produtor já processou a Fox News no mês passado por divulgar a entrevista.
Exposição em Londres mostra lado sombrio do escultor Henry Moore
Exposição em Londres mostra lado sombrio do escultor Henry Moore
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Por Peter Griffiths
LONDRES (Reuters Life!) - Uma exposição em Londres retrata o escultor Henry Moore como radical que explorou um mundo sombrio de sexo, guerra e morte, contestando sua imagem moderna de criador de figuras gentis que enfeitam espaços públicos ao ar livre em todo o mundo.
A galeria londrina Tate Britain reuniu mais de 150 das esculturas e pinturas do artista para criar a mostra, descrita como a maior exposição da obra de Moore em uma geração.
Desde desenhos claustrofóbicos de figuras esqueletais escondendo-se de ataques aéreos até máscaras primitivas de pedra e imensas figuras femininas eróticas de madeira, a exposição acompanha mais de 40 anos do trabalho de Moore.
O co-curador Chris Stephens disse que espera mostrar um retrato mais sombrio e complexo de Henry Moore e reafirmar a posição deste de um dos maiores escultores dos tempos modernos, após um período de ambivalência crítica.
"O lado crítico, escuro e erótico do trabalho dele foi esquecido", disse Stephens à Reuters em entrevista. "Não é possível apreciar seu trabalho plenamente sem compreender o contexto das duas guerras mundiais, do Holocausto e assim por diante."
A exposição pretende mostrar que Moore não se limitou às figuras reclinadas de grandes dimensões e cenas familiares aconchegantes que estão espalhadas por praças públicas e parques de esculturas de Dallas a Berlim.
Nascido em 1898, Moore era filho de um mineiro de carvão do norte da Inglaterra. Sétimo de oito filhos, ele cresceu durante a turbulência na Europa que levou a duas guerras mundiais, a corrida armamentista nuclear e a Guerra Fria.
Depois de entrar para o exército, em 1917, Moore se viu no meio de um ataque alemão com gás mostrarda nas trincheiras do front na França. Ele foi um dos apenas 52 sobreviventes de seu regimento de 400 homens e passou dois meses no hospital.
"Sua arte nasceu daquele momento de crise e ansiedade que caracterizou a metade do século 20", disse Stephens.
Henry Moore combinou aspectos da escultura grega e romana tradicional com os desenhos ousados e primitivos da arte das culturas asteca, maia e africana, buscando sentido em formas orgânicas, mais que em representações exatas.
Gibi do Super-Homem é vendido por US$ 1 milhão

Uma cópia da primeira edição da revista do Super-Homem nesta foto de publicidade divulgada à Reuters em 22 de fevereiro de 2010. O raríssimo exemplar, publicada em junho de 1938, foi vendido pelo valor recorde de 1 milhão de dólares pelo site ComicConnect.com.
REUTERS/ComicConnect.com/Divulgação
Gibi do Super-Homem é vendido por US$ 1 milhão
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
LOS ANGELES (Reuters) - Um raríssimo exemplar da primeira edição da revista do Super-Homem, publicada em junho de 1938, foi vendido nesta segunda-feira pelo valor recorde de 1 milhão de dólares pelo site ComicConnect.com.
Os proprietários do site disseram que a revista Action Comics, em seu número 1, introduziu o herói justiceiro aos fãs, contando que ele havia nascido em outro planeta. A história apresenta também a "musa" do herói, Lois Lane.
Stephen Fishler, fundador do ComicConnect.com, disse que há apenas cerca de cem exemplares conhecidos da revista, mas que apenas dois ou três outros devem estar no mesmo estado de preservação, sem restauração.
"Exceto por esta revista, pode levar dez ou vinte anos antes que outra assim seja oferecida", disse Fishler, segundo quem o exemplar foi comercializado pela última vez há 15 anos, por 150 mil dólares.
O novo comprador permaneceu anônimo. O valor de 1 milhão de dólares equivale a mais do que o triplo dos 317 mil dólares arrecadados pela ComicConnect no ano passado com a venda de um exemplar da Action Comics número 1, em estado de conservação inferior.
Em 1938, a revista custava 0,10 dólar.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
"Caldeirão de Histórias", com memórias de moradores, diverte crianças
"Caldeirão de Histórias", com memórias de moradores, diverte crianças
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
da Folha Online
Leia sobre peças que entretêm os pequenos neste fim de semana:
Peça infantil "Caldeirão de Histórias", da Cia. Articularte, usa a técnica de teatro de sombras
"Caldeirão de Histórias"A peça é resultado do trabalho da companhia Articularte, que durante dez meses ficou em garagens de casas da região oeste. A história foi criada a partir de histórias e memórias contados pelos moradores. Informe-se sobre o evento
"É Nóis na Xita"Os palhaços Cara de Pau, Montanha e Cafi mostram a disputa entre eles para conseguir aplausos do público, em espetáculo de circo e improvisação. Informe-se sobre o evento
"As Incríveis Histórias de Mariazinha e seu Amigo Sol"Mariazinha compartilha algumas histórias de seu diário, onde estão guardadas as melhores recordações, e faz reviver vários acontecimentos de sua vida, como o dia em que o primeiro circo chegou à sua cidade. Informe-se sobre o evento
"Panos e Lendas"A peça conta a história do começo ao fim do mundo, utilizando folclore brasileiro, música e brincadeiras. Informe-se sobre o evento
"Sapecado"O musical caipira conta a viagem da roceira Assunta, do cachorro Rex e do carteiro Adauto pela estrada do Bromongó, rumo ao baile na vila do Sapecado. Informe-se sobre o evento
Folha on line de 20 de fevereiro de 2010
Tutankamon morreu de malária combinada com infecção óssea
Tutankamon morreu de malária combinada com infecção óssea
Faraó morreu aos 19 anos, em 1324 a.C., com apenas nove anos de trono, sem deixar herdeiro.
AFP - 17/2/2010 - 16h14
WASHINGTON (AFP) - O jovem e lendário faraó Tutankamon, que teria morrido misteriosamente há mais de 3 mil anos, faleceu, na verdade, de malária combinada com uma infecção óssea, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos.
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Tutankamón morreu tão jovem - aos 19 anos, em 1324 a.C., com apenas nove anos de trono, sem deixar herdeiros - o que levou especialistas a especularem sobre a hipótese de doenças hereditárias na família real da XVIII dinastia, explica Zahi Hawass, responsável pelas antiguidades egípcias no museu do Cairo e principal autor do estudo.
Os pesquisadores se apoiaram em vários métodos, entre eles a radiologia e as análises do DNA para o trabalho, realizado em 16 múmias, com onze delas, incluindo a de Tutankamón, sendo, aparentemente, membros da família real.
O estudo, realizado entre 2007 e 2009, buscava determinar os vínculos de parentesco e de sangue, e a existência de características patológicas hereditárias em Tutankamón. Os mesmos permitiram identificar o pai do faraó, marido da lendária rainha Nefertiti.
"Estes resultados permitem pensar que uma circulação sanguínea insuficiente dos tecidos ósseos, que debilitou e destruiu parte da ossatura, combinada com malária, foi a causa mais provável da morte de Tutankamón", ocorrida após uma fratura, explica Zahi Hawass, com trabalhos divulgados no jornal da Associação Médica americana (Jama) na edição de 17 de fevereiro.
O diagnóstico pôde ser estabelecido sobretudo graças aos exames genéticos, que revelaram uma série de más-formações na família Tutankamón, como a doença de Kohler, que destrói células ósseas.
As análises de DNA também puseram em evidência a presença de três genes vinculados ao parasita Plasmodium falciparum, responsável pela malária em quantro múmias estudadas, entre elas a de Tutankamón.
Tutankamón e seus ancestrais eram pouco conhecidos até a descoberta, em 1922, de sua tumba pelo britânico Howard Carter, que continha um grande tesouro, incluindo uma máscara mortuária em ouro maciço.
O estudo parece abrir as portas a um novo enfoque de investigação em genealogia molecular e paleogenômica do período faraônico, opinam os cientistas.
Diário do Comércio de 19 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
'Quidam', espetáculo do Cirque Du Soleil, chega a SP

'Quidam', espetáculo do Cirque Du Soleil, chega a SP
Montado pela primeira vez em 1996, número histórico da trupe já passou por sete cidades brasileiras
Guilherme Conte e Luiza Pereira, de O Estado de S. Paulo
Um dos números do espetáculo do grupo canadenseSÃO PAULO - Os integrantes do Cirque Du Soleil chegam a São Paulo com as malas cobertas de etiquetas - e o corpo queimado de sol. Quidam, o terceiro espetáculo da história da trupe blockbuster canadense, montado pela primeira vez em 1996, começa a sua temporada na cidade depois de passar, desde junho, por Fortaleza, Olinda, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Rio de Janeiro.
A história de uma adolescente solitária que se refugia em um mundo de sonhos e fantasias serve de base para o grupo construir os números que lhe conferiram fama - e se tornaram marcas registradas dos seus 25 anos de história, completados ano passado. O público pode ir ao Parque Villa-Lobos com a certeza de que verá, portanto, as acrobacias circenses impressionantes, os figurinos caprichados e o apuro visual de encher os olhos que costumam integrar os espetáculos da trupe.
250
é o número aproximado de figurinos de 'Quidam', que os artistas tiram e põem em trocas rápidas.
15
são as nacionalidades dos 50 artistas que integram o elenco. Três deles são brasileiros.
9 milhões
de espectadores já viram o espetáculo nos 14 anos em que está em cartaz, em 20 países.
Parque Villa-Lobos (2.600 lug.). Av Queiroz Filho, s/nº, Alto de Pinheiros, 4004-3100. 150 min. 13 anos. 5ª e 6ª, 21h; sáb., 17h e 21h; dom., 16h e 20h. R$ 190/R$ 390 (mais R$ 140 dão acesso a serviços especiais). Até 28/3.
Jornal O Estado de S. Paulo de 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Centro cultural oferece encontro de literatura marginal e música
Fachada do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, que promove evento neste sábadoCentro cultural oferece encontro de literatura marginal e música
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
da Folha Online
Divulgação
Fachada do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, que promove evento neste sábado
Neste sábado (20), o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, na região norte da capital paulista, promove o 1º Encontro dos Poetas Suburbanos, a partir das 20h. A entrada para o evento é gratuita.
Organizado pelo coletivo Literatura Suburbana, o evento reúne 29 escritores que integraram edições das Coletâneas Poetas Suburbanos. O coletivo, original do bairro da Brasilândia, enfoca a cultura afro e hip hop, bem como a literatura marginal.
O sarau contará, ainda, com apresentações de dança, música e exposição de livros.
Informações sobre eventos gratuitos e populares podem ser consultadas no site Catraca Livre.
Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso - av. Deputado Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha, região norte, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3984-2466. Sáb. (20): 18h. Grátis. Não recomendado para menores de 14 anos.
Folha on line de 18 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Primeira escola de samba do Brasil se chamava Deixa Falar; saiba origem do nome
Primeira escola de samba do Brasil se chamava Deixa Falar; saiba origem do nome
A primeira escola de samba do Brasil foi a Deixa Falar, criada no bairro carioca do Estácio, em 1928, pelo sambista Ismael Silva. No livro "O Pulo do Gato", o autor Márcio Cotrim conta a história da origem do nome.
"Escola porque ficava perto de uma escola pública do bairro e porque Ismael achava que seu grupo formaria professores do samba. O nome repetiu a frase de que ele tanto gostava: 'Deixa falar, nós também somos mestres. Somos uma escola de samba!"
A obra decifra a origem de palavras e expressões populares. Cotrim é carioca, jornalista, escritor e atualmente o diretor-executivo da Fundação Assis Chateaubriand, órgão corporativo do grupo Associados de comunicação.
Entre as expressões explicadas no texto de Cotrim, estão "não entender patavina", "tirar o cavalo da chuva", "agora é tarde, Inês é morta", "estar na pindaíba", "fazer uma vaquinha", "meter a mão em cumbuca", "Maria vai com as outras", "O importante é competir", "O pior cego é o que não quer ver".
Outro título do gênero é "Conversando é que a Gente se Entende", de Nélson Cunha Mello. É possível encontrar tradução para expressões como: "Tem gringo no samba" (quando alguém destoa por não saber tocar), "enterro dos ossos" (reunião em que se consomem comida e bebida que sobraram de uma festa).
Em "A Casa da Mãe Joana", outro clássico sobre etimologia de palavras, frases e marcas, descobrimos o curioso sentido de outro termo típico do Carnaval: serpentina.
"O latim Serpentinu, relativo a serpente, originou em português o adjetivo serpentino, com o mesmo sentido. Serpentino passou para o feminino, serpentina, para designar, por analogia com o ofídio, tanto o conduto para aquecimento e resfriamento de fluidos, como a fita arremessada nas festas de carnaval."
Folha On Line de 16 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Adoniran Barbosa é esquecido na avenida e Noel Rosa tem sua biografia embargada
Centenários incompletos
No ano em que fariam 100 anos, Adoniran Barbosa é esquecido na avenida e Noel Rosa tem sua biografia embargada
Lucas Nobile
"Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém/ Eu vivi devendo a todos, mas não paguei ninguém." Em 1932, cinco anos antes de sua morte, Noel Rosa compôs o antológico samba Fita Amarela, relatando seus desejos para o dia de sua derradeira despedida. Agora, em 2010, ano em que vai se comemorar seu centenário (no dia 11 de dezembro), Noel jamais poderia imaginar que justamente seus herdeiros seriam os pivôs de um entrave que há quase duas décadas priva o público de ter acesso à vida e à obra do Poeta da Vila.
Em 2008, passados 70 anos da morte de Noel, seu cancioneiro entrou em domínio público. Porém, toda tentativa de esmiuçar a vida do compositor (não só dele, como de qualquer outra pessoa, de acordo com a constituição brasileira), de maneira não autorizada por seus herdeiros legítimos, inevitavelmente naufraga sem amparo jurídico por representar violação ao direito à privacidade.
Nessa celeuma esbarra o trabalho mais completo já feito sobre vida e obra do compositor de Vila Isabel, Noel Rosa - Uma Biografia, de João Máximo e Carlos Didier. Lançado em 1990, pela Editora UnB, o livro ficou disponível em catálogo até 1994, vendendo cerca de 15 mil exemplares. No período seguinte - até hoje -, houve várias tentativas para reeditar a biografia, com editoras como José Olympio, Ed. 34, Cosac Naify e, por último a Ediouro, mas nenhuma vingou.
Depois da morte de Noel, no dia 4 de maio de 1937, todo seu material ficou sob a tutela de sua esposa Lindaura, que faleceu apenas em agosto de 2001. Assim que a viúva morreu, duas sobrinhas do Poeta da Vila, Irami Medeiros Rosa de Melo e Maria Alice Joseph (filhas do irmão de Noel, Hélio Rosa) apareceram para reivindicar a herança do tio. Afirmando que Noel nunca fora casado com Lindaura, e que elas eram as verdadeiras herdeiras, ambas moveram um processo contra os autores da biografia e a UnB, alegando invasão de privacidade da família Medeiros Rosa. "A gente estava dentro da lei, mas tem essa coisa, que surgiu com a constituição de 88, de que não se pode tocar na vida privada. É fácil fazer biografias cor-de-rosa. Nosso livro não é sensacionalista, apenas aborda pontos nevrálgicos da vida do Noel, como o suicídio da avó e o acidente no queixo, fundamental para compreender o estigma do gênio. É como a biografia do Roberto Carlos. No fim das contas, vão vetando o acesso dos brasileiros às informações. Vivemos na escuridão, na era do controle. Sem contar que temos fotos e a certidão do casamento de Noel com Lindaura", diz o autor da biografia Carlos Didier. "Lindaura foi uma lavadeira. O livro esmiúça nossa vida privada, botou minha família na lama. Isso é inveja, não conheço os autores, mas os comentários deles não me atingem. Sem o livro, eles devem estar bem tristinhos. Confio incondicionalmente no meu genro, que cuida de tudo isso, não vou mais me envolver, já estou com uma certa idade. Mas não tenho pressa, nunca precisei de direito autoral para sobreviver. É tudo uma questão de sentar e negociar", responde por telefone Irami, sobrinha de Noel.Por causa do embargo, a biografia que representa o mergulho mais profundo e vertical sobre a figura de Noel Rosa tornou-se artigo de colecionadores ou endinheirados. Para se ter uma ideia, em janeiro, o site www.estantevirtual.com.br apontava sebos que vendiam o livro a R$ 400. Hoje, paga-se R$ 290 por um exemplar.Para piorar o cenário, os autores João Máximo e Carlos Didier afastaram-se totalmente e não se falam desde 1997. "Posso garantir que este livro nunca mais será relançado. Eu entendo que não bastaria apenas mais uma reimpressão. Teríamos de reparar erros que existem e dar uma enxugada na extensão do livro. Eu cheguei a procurar o Didier por várias vezes, mas ele não atendeu. Hoje não seria mais possível trabalharmos com a mesma harmonia de antigamente", esclarece João Máximo.Porém, pode haver ainda esperança em relação a um relançamento da biografia. Segundo Didier, há pouco tempo ele recorreu a Paulo Roberto Pires, da Editora Agir, para que ele intermediasse uma reaproximação com Máximo. "É claro que eu quero que este livro saia novamente. Meu problema com o João não foi superado, mas Noel Rosa é superior a isso", explica Carlos Didier.
MALOCA PARA TODOS
Se a biografia de Noel Rosa corre o risco de nunca mais ser publicada, condenando a atual e as futuras gerações a não saberem quem foi o autor de pérolas como Com Que Roupa, Gago Apaixonado, Palpite Infeliz e Feitio de Oração, não se pode dizer o mesmo do livro que perfila por completo outro compositor, cujo centenário também se comemora neste ano: João Rubinato, conhecido por todos como Adoniran Barbosa. Por uma falha infeliz, nenhuma escola de samba quis aproveitar como tema o centenário do autor de Saudosa Maloca (leia abaixo), mas, em compensação, acaba de ser relançado Adoniran - Uma Biografia (Ed. Globo).Publicado originalmente em 2004, o livro apresenta o retrato mais fiel de Adoniran já realizado até hoje, justamente por aliar a escrita leve do lado jornalista de Celso de Campos Jr. ao rigor de pesquisa, graças à faceta de historiador do autor.Ao contrário da biografia de Noel, desde que teve a ideia de escrever o livro, em 2001, quando encontrou o acervo de Adoniran literalmente escondido no cofre do Banco do Estado de São Paulo, na Praça Antonio Prado, Campos Jr. sempre contou com total colaboração da herdeira de Adoniran, a filha Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa. "Além da família do Adoniran, tive a ajuda de muita gente. Ele cantou as transformações de São Paulo e sua história precisa ser contada ao público", diz Campos Jr. "Eu tenho um carinho muito especial por todos os trabalhos feitos sobre meu pai, principalmente pela do Celso. Ele é muito meu amigo e virou quase que um sobrinho meu. Desde a primeira vez que ele veio ao Rio para me consultar sobre o livro, eu topei logo de cara pela maneira de ele falar e se dedicar à obra do meu pai", conta Maria Helena, que administra o acervo do pai e aguarda propostas de patrocínio para criar o museu Casa Adoniran Barbosa.
Jornal O Estado de S. Paulo de 15 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Masp e outros museus paulistanos fecham no Carnaval; programe-se
Masp e outros museus paulistanos fecham no Carnaval; programe-se
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
da Folha Online
Masp
Com cerca de oito exposições, entre acervo e temporárias, o Masp (Museu de Arte de São Paulo), na região central paulistana, fecha na segunda (15) e volta à ativa na quinta-feira (18). Esta também é a última semana para visitar a mostra "Amor e Solidariedade", do escultor expressionista pernambucano Abelardo da Hora, que ocupa o vão livre do museu.
Divulgação
Abelardo e a obra "Mulher Reclinada", exposta no vão do Masp, que sai de cartaz de SP
Escultor, desenhista, gravador, gravurista e ceramista, Abelardo da Hora é um dos poucos expressionistas brasileiros ainda em atividade. Em homenagem aos 60 anos de carreira do artista, o Masp promove uma retrospectiva com 25 toneladas de obras, todas expostas no vão do museu.
A mostra reúne esculturas, como a "Mulher Reclinada", dedicada ao amor e às mulheres, e desenhos e gravuras de retirantes nordestinos, que Abelardo criou em solidariedade ao povo. Depois de São Paulo, as peças partem para João Pessoa, Recife, Caracas, Paris, Bruxelas e Buenos Aires.
Abelardo tem uma história bastante conectada à política. Formado em direito, nunca exerceu a profissão de advogado, é ligado ao Partido Comunista e já foi preso cerca de 70 vezes. Em Recife, ajudou a criar o Movimento de Cultura Popular (MPC) e influenciou outras ações culturais no país.
No auge do MPC, em 1962, o artista criou um de seus mais expressivos trabalhos: a série de 22 desenhos de bico de pena "Meninos do Recife", um retrato da miséria das crianças de rua, foi apreendida pelos militares.
Conheça as exposições do Masp
Veja o horário de funcionamento dos principais museus e galerias
Caixa Cultural - SéFecha dia 16. Abre dia 17 das 12h às 21h.
Conheça as exposições da Caixa Cultural - Sé
Centro Cultural São PauloFecha dia 16. Abre dia 17 das 12h às 20h.
Conheça a exposição do Centro Cultural São Paulo
Choque CulturalFecha dia 16.
Conheça a exposição da Choque Cultural
Estação PinacotecaFecha no dia 16. Abre dia 17 das 12h às 17h30.
Conheça as exposições da Estação Pinacoteca
FaapFecha entre os dias 13 e 16. Abre dia 17 das 13h às 20h.
Conheça a exposição da Faap
Galeria VirgilioFecha entre os dias 15 e 17.
Conheça a exposição da Galeria Virgilio
Instituto Tomie OhtakeFecha entre os dias 13 e 16. Abre dia 17 das 12h às 20h.
Conheça a exposição do Instituto Tomie Ohtake
Itaú CulturalFecha entre os dias 13 e 16. Abre dia 17 das 12h às 20h.
Conheça a exposição do Itaú Cultural
MISFecha no dia 16. Abre no dia 17 das 12h às 21h.
Conheça a exposição do MIS
Pinacoteca do EstadoFecha dia 16. Abre dia 17 das 12h e às 17h30.
Conheça as exposições da Pinacoteca do Estado
Sesc PompeiaDomingo e dia 15 abre das 10h às 20h. Fecha dia 17.
Conheça as exposições do Sesc Pompeia
Folha On Line
Filósofo vai de Aristóteles a Descartes para analisar personagens de séries

Filósofo vai de Aristóteles a Descartes para analisar personagens de séries
ANA PAULA SOUSA
da Folha de S.Paulo
Professor de filosofia do que seria, na França, o ensino médio, Thibaut de Saint Maurice percebeu, numa tarde cinzenta de inverno, que as explicações sobre o "raciocínio experimental" eram incapazes de alterar, minimamente que fosse, o olhar de seus alunos. Estavam todos alheios ao que dizia. Foi então que, tal e qual reviravolta num roteiro, ele lembrou-se do doutor House, o médico que dá nome a uma das séries mais vistas no mundo.
"Ao escrever no quadro-negro, para ninguém, lembrei do House tentando explicar aos colegas, no hospital, a pertinência de suas hipóteses", diz. "Perguntei aos alunos se conheciam o House. Até os que olhavam pela janela se voltaram para mim. Começamos a falar sobre a descoberta dos diagnósticos pelo personagem e, então, toda aquela história de 'diálogo entre razão e experimento' ganhou sentido."
Nascia assim "Philosophie en Séries" ("Filosofia em Séries"), publicado na França, sem tradução no Brasil. Se são muitos os subprodutos que as séries procriam, poucos são os que se mostram tão inventivos e, digamos, filosóficos.
"A riqueza das séries é inexplorada", diz o autor, em entrevista à Folha. "Todas juntas, são um formidável espelho da vida contemporânea e constituem um grande reservatório de experiências e de situações com as quais muita gente se identifica." Por isso, sentado em frente à TV, Maurice resolveu filosofar e, de posse de um livro de Kant, acabou por pensar em Jack Bauer, "antikantiano" por excelência.
O autor está convicto de que séries como "Nip/Tuck", "A Sete Palmos" e "Dexter", diversão à parte, giram em torno de questionamentos sobre os valores sociais e a maneira de se ver o mundo. A obsessão estética, a morte e o senso de justiça numa sociedade que se sente refém da violência são, na visão de Maurice, o estofo desses programas.
Jack Bauer, por sua vez, seria o típico herói pós-moderno. "Seu heroísmo não repousa sobre uma virtude essencial, uma fé religiosa ou sobre valores universais. Seu heroísmo é o da eficácia. Sua moral é a utilitarista. A violência que ele pratica é vista como um preço a ser pago em nome da eficácia."
Já House encarnaria a figura moderna de um Sócrates obcecado pela busca pela verdade. "O sucesso da figura de House é extremamente revelador de uma sociedade que não se importa mais com a verdade", diz, dialético.
arte Folha de S.Paulo
Conciliação cultural
O que empurrou Maurice para o projeto foi o desejo de reconciliar cultura de massa e cultura acadêmica. Ele, que tem 30 anos e cresceu assistindo a "Buffy", "Arquivo-X" e "Oz", está convicto de que, por meio da cultura de massa, também é possível valorizar o que os grandes pensadores um dia disseram. "Quando se fala em cultura geral, se pensa na cultura clássica: a cultura do passado é transmitida pela escola enquanto a cultura de massa é tratada como mero entretenimento. Mas isso, simplesmente, não corresponde à maneira como as pessoas vivenciam sua prática cultural. Ver TV não exclui a leitura de livros."
Maurice defende, ao contrário, que pelo fato de estarem no dia a dia de espectadores do mundo todo, as séries podem, se esmiuçadas, mostrar o quanto a filosofia clássica tem a dizer sobre a contemporaneidade. E por que as séries e não o cinema? "Se eu tivesse sido professor nos anos 50, certamente o cinema é que teria chamado a minha atenção, ou mesmo o rock'n'roll. Mas, hoje, o vigor criativo está nas séries."
Maurice confessa, na entrevista, que dentre os 11 programas que analisa, os prediletos são "24 Horas" e "A Sete Palmos". O primeiro, porque tem uma ação vigorosa e toca, de maneira explícita, nas questões da filosofia moral. O segundo, pela capacidade de falar sobre o lugar que a morte ocupa na vida de cada um.
O filósofo irrita-se, porém, com "CSI", que, a seu ver, coloca os procedimentos científicos a serviço do fantasma da segurança e da resolução de crimes. "Me parece um tratamento complicado, pouco cuidadoso, da ciência, um dos bens mais preciosos da humanidade."
E, no seu caso, é possível falar de séries sem desrespeitar a complexidade de certas teorias? "Você faria a mesma pergunta se eu usasse a filosofia para falar sobre pintura?", pergunta, num momento-House. Ou seria Sócrates?
PHILOSOPHIE EN SÉRIESAutor: Thibaut de Saint MauriceEditora: Ellipses (176 págs.; importado)Quanto: 11,88 euros (cerca de R$ 30 mais taxas em http://www.amazon.fr/)
Folha On Line de 14 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Balé Bolshoi se apresentará em Cuba após 30 anos

Bailarinas da companhia Bolshoi ensaiam em Moscow, em dezembro.
REUTERS/Denis Sinyakov
Balé Bolshoi se apresentará em Cuba após 30 anos
sábado, 6 de fevereiro de 2010
HAVANA (Reuters) - Membros do Balé Bolshoi, da Rússia, vão se apresentar no teatro Karl Marx em Havana na próxima semana, em seu primeiro espetáculo na ilha em 30 anos, informou a imprensa estatal cubana na sexta-feira.
A volta do Bolshoi marca a renovação das relações entre Cuba e Rússia, que foram aliados na Guerra Fria por três décadas antes do colapso da União Soviética em 1991.
A imprensa cubana disse que dançarinos do Bolshoi e do Balé Nacional Cubano apresentarão peças de balés como "Giselle" e "O Quebra Nozes" no dia 13 de fevereiro, quando também ocorrerá a Feira Internacional do Livro de Havana, que este ano terá escritores e artistas russos.
O Balé Nacional de Cuba é liderado pela lendária dançarina Alicia Alonso, 89 anos, que ajudou a popularizar o balé em Cuba e treinou uma série de dançarinos cubanos que hoje atuam em companhias no exterior.
(Reportagem de Jeff Franks)