V I S I T A N T E S

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sábado, 20 de novembro de 2010

Museu Paulista (Museu do Ipiranga)


Inaugurado em 07 de setembro de 1895, o Museu Paulista, conhecido popularmente como Museu do Ipiranga é o museu mais visitado e o mais antigo da cidade de São Paulo.

Nele, podemos encontrar obras históricas, especialmente aquelas que fazem referência a Independência do Brasil, como o quadro de 1888, “Independência ou Morte”, do artista Pedro Américo.

Construído no estilo Renascença Italiana, em forma de “E”, o Museu Paulista lembra muito os palácios europeus. Sua construção foi erguida às margens do Riacho do Ipiranga, onde Dom Pedro I, declarou a “Independência do Brasil”, em 1822.

O Museu Paulista (Museu do Ipiranga), tem um acervo de mais de 125.000 peças do século 17 até meados do século 20. Podemos encontrar objetos indígenas, moedas, obras de arte, mobiliários, iconografia, documentação textual, cujo objetivo é mostrar a história do Brasil.

O acervo do museu foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.

Em frente, ao museu, ficam os jardins, uma réplica em tamanho reduzido dos jardins do Palácio de Versailles, obra do paisagista Arsênio Puttemans. Lá, encontra-se também a Casa do Grito, o Monumento da Independência e a capela Imperial Leopoldina.

Maiores Informações
Parque da Independência, s/nº - Ipiranga
Tel.: + 55 11 2085-6000
Horário de Funcionamento: das 09 às 17 horas

Fonte: http://www.sigasaopaulonoturismo.com.br/museu_ipiranga.asp

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Vargas Llosa ganha Nobel de Literatura


Foto de arquivo do escritor peruano Mario Vargas Llosa em Lima, 24 de fevereiro de 2010. Mario Vargas Llosa ganhou o Prêmio Nobel de Literatura nesta quinta-feira, 7 de outubro.

REUTERS/Mariana Bazo

ESTOCOLMO (Reuters) - O escritor peruano Mario Vargas Llosa ganhou o prêmio Nobel de Literatura de 2010, anunciou nesta quinta-feira o comitê responsável pela premiação.
O comitê informou em um comunicado que Vargas Llosa recebeu o prêmio "por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual".

O prêmio de 10 milhões de coroas (1,5 milhão de dólares) é o quarto Nobel a ser concedido este ano. Os primeiros foram os de Medicina, na segunda-feira, Física, na terça-feira, e Química, na quarta-feira.

(Da Redação de Estocolmo).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Túmulo mais antigo do México e A. Central é achado em pirâmide

Por Miguel Angel Gutiérrez
CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Arqueólogos descobriram em um vale do sul do México um túmulo que pode ter até 2.700 anos de idade e que seria a prova mais antiga no México e América Central do uso de pirâmides como recintos funerários.

Dentro de uma pirâmide que devia ter cerca de sete metros de altura foi encontrado, no sítio arqueológico de Chiapa de Corzo, no Estado de Chiapas, o túmulo de quatro pessoas: um homem e uma mulher que aparentemente ocupavam alto escalão na sociedade zoque ou olmeca, um menino e um jovem.

Até agora, as sepulturas mais antigas em pirâmides da região tinham sido encontradas na zona maia e datavam de entre 200 e 700 d.C.

"É uma das evidências mais antigas do uso de templos de estrutura piramidal para sepultar pessoas", disse à Reuters Emiliano Gallaga, arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) que participou das pesquisas na área.

"Avaliamos que data de 700 ou 500 anos antes de Cristo, ou seja, entre 2.500 e 2.700 anos atrás", disse.

Dentro da pirâmide -- com escadas de barro e um templo na parte superior --, os restos mortais do homem traziam um colar e pulseiras nos braços e tornozelos, feitos de milhares de contas de jade, âmbar e pérolas de rio, além de uma pequena máscara de estuque com resquícios de obsidiana verde.

Também participaram da descoberta arqueólogos da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) e da Universidade Brigham Young (BYU), dos EUA, trabalhando com ajuda financeira do governo mexicano e da National Geographic Society.

A mulher trazia adornos funerários muito semelhantes aos do homem, e o menino e o jovem teriam sido sacrificados em homenagem aos adultos.

O jade e a obsidiana presentes nos artigos funerários revelaram que Chiapa de Corzo tinha contato com o centro do México e com a Guatemala, de onde vinham esses materiais.
Chiapa de Corzo foi um antigo centro comercial e administrativo cuja origem remonta a quase 3.500 anos e que serviu de ponto estratégico nas rotas comerciais entre o Golfo e o Pacífico. Hoje é um sítio arqueológico aberto ao público.

O local foi habitado pelos zoques, uma etnia dos Estados de Chiapas, Oaxaca e Tabasco, no sudeste do México.

Mas algumas vasilhas entalhadas encontradas no túmulo possuem elementos olmecas semelhantes ao sítio pré-hispânico de La Venta, em Tabasco, considerado a parte central da zona olmeca, célebre pela descoberta de grandes cabeças de pedra.

O fato leva os arqueólogos a pensar que os dois sítios podem ter sido fundados pelos olmecas.

"Os olmecas podem ter fundado tanto La Venta como Chiapa de Corzo", disse Gallaga. "Não é coincidência que saibam realizar os mesmos rituais, acomodar os elementos da mesma forma, ter os mesmos materiais ao mesmo tempo."

terça-feira, 2 de março de 2010

Cronologia: Os mais graves terremotos dos últimos 20 anos

02/03/2010 - 09h19
Cronologia: Os mais graves terremotos dos últimos 20 anos
da BBC

Nos últimos 20 anos, os terremotos fizeram centenas de milhares de mortos. Apesar das melhoras na tecnologia capaz de antecipar um tremor, o número de vítimas pouco mudou. Eis as maiores catástrofes recentes:

27 de fevereiro de 2010

Terremoto de magnitude 8,8 atinge a região central do Chile, a noroeste da segunda maior cidade do país, Concepción. Depois de 48 horas, o governo confirmou mais de 700 mortos.

12 de janeiro de 2010

Cerca de 230 mil pessoas morrem na cidade de Porto Príncipe e arredores, quando um tremor de magnitude 7 sacode a capital do Haiti.

30 de setembro de 2009

A ilha de Sumatra, na Indonésia, é atingida por um terremoto de 7,6 graus na escala Richter, originado a 50 km de sua costa, no Oceano Índico. Mais de mil pessoas morrem. A cidade costeira de Padang, no oeste da ilha, é a mais afetada.

30 de setembro de 2009

Horas antes do terremoto em Sumatra, outro tremor atinge o arquipélago de Samoa, no Pacífico Sul, e o território de Samoa Americana, matando pelo menos cem pessoas.

21 de setembro de 2009

Um tremor de 6,1 graus no pequeno e remoto Reino do Butão, no Himalaia, mata pelo menos 11 pessoas.
2 de setembro de 2009

O sudoeste da ilha de Java, a principal da Indonésia, é alvo de um terremoto de 7,0 graus de magnitude, que deixa pelo menos 57 mortos.

6 de abril de 2009

Um terremoto de 6,3 graus atinge a cidade histórica de Áquila, no centro da Itália, e vilarejos vizinhos, matando pelo menos 207 pessoas e provocando danos em milhares de construções que datavam até do século 13.

29 de outubro de 2008

Até 300 pessoas morrem na província do Baluchistão, no Paquistão, depois de um terremoto de 6,4 graus. O epicentro foi a 70 km de Quetta.

12 de maio de 2008

Um terremoto atinge a província de Sichuan, no sudoeste da China. Apenas em um condado da província, até 87 mil pessoas morrem ou são dadas como desaparecidas. Outras 370 mil ficam feridas. O tremor chegou a 7,8 graus e começou na capital da província, Chengdu, no início da tarde.

15 de agosto de 2007

Pelo menos 519 pessoas morrem na província de Ica, na costa do Peru. O epicentro do abalo de 7,9 graus foi no fundo do Oceano Pacífico, a 145 km a sudeste de Lima.

17 de julho de 2006

Um terremoto de 7,7 graus com origem no mar provoca um tsunami que atinge a costa sul da ilha de Java, na Indonésia. Até 200 km de litoral são afetados, matando mais de 650 pessoas.

27 de maio de 2006

Mais de 5,7 mil pessoas morrem quando outro tremor de 6,2 graus atinge a ilha de Java, na Indonésia, destruindo a cidade de Yogyakarta e as regiões próximas.

8 de outubro de 2005

Um tremor de 7,6 graus atinge o norte do Paquistão e a região da Caxemira, matando mais de 73 mil pessoas e deixando milhões de desabrigados.

28 de março de 2005

Cerca de 1.300 pessoas morrem após um abalo de 8,7 graus no mar, perto da costa da ilha de Nias, na Indonésia.

26 de dezembro de 2004

Um tremor de 9,2 graus no Oceano Índico gera um tsunami que atinge vários países da Ásia, matando pelo menos 230 mil pessoas.

26 de dezembro de 2003

Mais de 26 mil pessoas morrem após um terremoto no sul do Irã. A cidade histórica de Bam fica totalmente destruída.

21 de maio de 2003

A Argélia sofre seu pior terremoto em mais de duas décadas. Mais de 2 mil pessoas morrem e pelo menos 8 mil ficam feridas. O abalo é sentido do outro lado do mar Mediterrâneo, na Espanha.

31 de outubro de 2002

A Itália fica abalada com a perda de uma classe inteira de crianças, mortas na cidade de San Giuliano di Puglia, após um tremor que derruba a escola onde estudavam.

26 de janeiro de 2001

Um terremoto de 7,9 graus destrói boa parte do Estado de Gujarat, no noroeste da Índia, matando quase 20 mil pessoas e deixando mais de 1 milhão de desabrigados. Entre as cidades mais destruídas estão Bhuj e Ahmedabad.

12 de novembro de 1999

Cerca de 400 pessoas morrem depois que um tremor de 7,2 graus atinge Ducze, no noroeste da Turquia.

21 de setembro de 1999

Taiwan é atingida por um terremoto de 7,6 graus que mata quase 2.500 pessoas e provoca destruição em todas as cidades da ilha.

17 de agosto de 1999

Outro tremor, de 7,4 graus, atinge as cidades de Izmit e Istambul, na Turquia, deixando mais de 17 mil mortos e outras dezenas de milhares de feridos.

30 de maio de 1998

Um tremor no norte do Afeganistão mata mais de 4 mil pessoas.

17 de janeiro de 1995

O terremoto Hyogo atinge a cidade de Kobe, no Japão, matando 6.420 pessoas.

30 de setembro de 1993

Cerca de 10 mil pessoas são mortas em um tremor que atinge o oeste e o sudeste da Índia.

21 de junho de 1990

Um tremor na Província de Gilan, no norte do Irã, mata aproximadamente 40 mil pessoas.

Visite cinco exposições gratuitas no centro paulistano

02/03/2010 - 09h27
Visite cinco exposições gratuitas no centro paulistanoAs informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
da Folha Online

Divulgação

Personagem "Benjamin Castrado Cunha", de Tide Hellmeister

"Brava Gente - Tide Hellmeister"
A exposição revela personagens criados pelo artista, um observador de figuras humanas do cotidiano, que utiliza tipografia, caligrafia, fotografia e pintura para se expressar.
Informe-se sobre o evento

"Expedição Langsdorff"
A mostra reúne 120 desenhos e aquarelas que retratam o que expedicionários encontraram em exploração pelo território brasileiro.
Informe-se sobre o evento

"Hércules Florence e o Brasil"
Graças ao trabalho de viajantes como o francês Florence, há registros de como era o Brasil no século 19. Aquarelas, desenhos e manuscritos do artista compõem a exposição.
Informe-se sobre o evento

"Ícone e Memória"
A exposição revê os 96 anos de história da tradicional casa de ópera por meio de painéis explicativos, fotos de artistas, maquetes de cenários e adereços.
Informe-se sobre o evento

"Romantismo - A Arte do Entusiasmo"
A mostra exibe 79 obras-primas em painel que reúne grandes nomes da pintura do final do século 15 até os dias atuais.
Informe-se sobre o evento

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Gibi de Batman é vendido por novo recorde de US$1,075 milhão

Gibi de Batman é vendido por novo recorde de US$1,075 milhão
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Por Alex Dobuzinskis
LOS ANGELES (Reuters) - As primeiras aparições de Superman e Batman em gibis quebraram recordes de valor de venda em leilões e romperam a barreira de 1 milhão de dólares, em uma época em que os investimentos tradicionais vêm se saindo mal e que os super-heróis parecem estar se tornando mais atraentes.

Um gibi de 1939 em que a figura do mascarado Batman combatendo o crime apareceu pela primeira vez foi vendido em leilão em Dallas, na quinta-feira, pelo valor recorde de 1,075 milhão de dólares, anunciou a Heritage Auction Galleries.

Três dias antes, um comprador pagou 1 milhão de dólares pela estreia mundial de Superman na primeira edição de seu gibi da Action Comics, mais que triplicando o recorde mundial anterior de gibis, fixado no ano passado.

Shirrel Rhoades, ex-editor e vice-presidente executivo da Marvel Comics, disse que os altos valores de venda dos gibis constituem em parte um reflexo da situação difícil da economia no momento.

"Quando a bolsa está em baixa e os investimentos imobiliários também, os objetos colecionáveis representam uma alternativa na qual se pode investir e que pode ter algum potencial de crescimento", disse ele.

Rhoades disse ainda que o gibi número 1 da Action Comics, de 1938, pode ser visto como mais histórico que o primeiro gibi em que Batman apareceu, mas que as vendas desta semana parecem estar seguindo sua lógica própria.

A Heritage Auction Galleries não divulgou o nome do dono anterior ou da pessoa que arrematou o volume Detective Comics número 27, o primeiro gibi a trazer o personagem Batman.

O dono anterior é um colecionador experiente que comprou o gibi por 100 dólares há mais de 40 anos. Na época, disse a Heritage Auction Galleries, o preço que ele pagou pareceu alto.

ECONOMIA EM BAIXA, GIBIS EM ALTA
A venda do gibi Action Comics número 11 foi feita pela ComicConnect.com, e Vincent Zurzolo, executivo operacional chefe do site, concorda com a visão de Rhoades de que gibis estão sendo vendidos por valores recordes porque representam um investimento atraente em uma economia em recessão.

Ele disse que compradores pagam valores altos por gibis antigos porque querem algo "com o qual estejam familiarizados, com que se sintam à vontade e que considerem ser um bom investimento."

Na década de 1930, os gibis Action Comics número 1 e Detective Comics número 27 eram vendidos por 10 centavos de dólar.

Especialistas disseram que uma mesma edição de um gibi pode variar muito de preço, dependendo da condição de conservação da revista.

A Heritage Auction e a ComicConnect disseram que as revistas que venderam esta semana eram cópias em ótimo estado de conservação.

Rhoades contou que é dono de uma cópia rasgada do Action Comics número 1 que está sem a capa e vale muito pouco.

Mas disse que, mais de oito anos atrás, doou a uma faculdade de arte um exemplar do gibi de 1963 Amazing Spider-Man número1 (Homem Aranha) que na época valia 40 mil dólares. Ele estima que esse valor já tenha chegado a mais de 100 mil dólares.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Especialistas autenticam tela de Van Gogh com moinho de vento



Pintura chamada 'Le Blute-Fin Mill', de Vincent van Gogh, divulgada pelo Museum de Fundatie.
REUTERS/Museum de Fundatie/Divulgação


Especialistas autenticam tela de Van Gogh com moinho de vento
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010



AMSTERDÃ (Reuters) - Uma pintura de um moinho de vento atribuída recentemente ao mestre holandês Vincent van Gogh começou a ser exposta nesta quarta-feira, após passar décadas no depósito de um museu provincial holandês.
Depois de especialistas do Museu Van Gogh, de Amsterdã, terem concluído que "Le Blute-fin Mill" é, de fato, obra do artista holandês, a tela colorida mostrando grandes figuras humanas em volta de um moinho foi posta em exposição no Museum de Fundatie, em Zwolle.
"A pintura é um pouco atípica de Van Gogh devido ao grande número de pessoas que aparece, mas também é muito típica dele devido ao lugar de destaque ocupado pelo moinho", disse o diretor do museu Fundatie, Ralph Keuning, que descobriu a tela em 2007.
De acordo com especialistas, a tela data de 1886. Ela foi comprada há 35 anos pelo fundador do museu, Dirk Hannema, conhecido como experiente colecionador de arte, mas que foi ridicularizado depois de ter errado ao atribuir outra tela ao pintor holandês Vermeer, na década de 1930.
Hennema expôs a tela em sua própria casa até sua morte, em 1984, quando ela desapareceu no depósito do museu, reaparecendo por períodos breves em 1993 e 2007.
O colecionador de arte afirmou ter mais três telas de Van Gogh, mas, segundo Keuning, não foram encontradas provas disso.
(Reportagem de Harro ten Wolde)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Estúdio Abbey Road é declarado sítio histórico


Pessoas se aglomeram em frente ao estúdio Abbey Road, em Londres. O local de gravação foi classificado na terça-feira como sítio histórico, visando preservação do santuário da música pop. 17/02/2010

REUTERS/Jas Lehal

Estúdio Abbey Road é declarado sítio histórico
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


LONDRES (Reuters Life!) - O estúdio de gravação Abbey Road, celebrizado pelos Beatles, foi classificado pelo governo britânico na terça-feira como sítio histórico, visando proteger o santuário da música pop contra quaisquer planos de modificações radicais no imóvel.
A notícia divulgada na semana passada de que a gravadora EMI, proprietária do estúdio, estaria se preparando para vendê-lo, atraiu interesse mundial e suscitou receios de que o local pudesse ser convertido em imóvel residencial.
Seguindo o parecer do organismo de preservação nacional English Heritage, a ministra britânica da Cultura, Margaret Hodge, situou o estúdio na segunda mais alta categoria de locais a serem preservados, classificando-o como edifício tombado Grau 2.
Em comunicado à imprensa, a ministra disse que a classificação foi dada "com base no mérito histórico do estúdio" e devido a sua "enorme importância cultural".
O novo status significa que, embora possam ser feitas modificações no interior do imóvel, quaisquer reformas propostas terão que respeitar o caráter e a preservação dele.
O estúdio Abbey Road virou sinônimo dos Beatles, que ali gravaram quase todos seus álbuns e singles entre 1962 e 1970. O Pink Floyd também gravou no estúdio seus álbuns do final dos anos 1960 e meados dos anos 1970.
Turistas ainda posam frequentemente para fotos no cruzamento vizinho para pedestres na rua Abbey, que é vista na capa do álbum "Abbey Road", dos Beatles.
Entre os que pediram que o imóvel fosse tombado estão o ex-Beatle Paul McCartney e o empresário musical Andrew Lloyd Webber, que assinalou que seria um potencial comprador.
A EMI disse no domingo que quer continuar a ser proprietária do estúdio, situado no bairro de St. John's Wood, na zona norte de Londres, mas que está discutindo com outras partes a possibilidade de renová-lo.
A gravadora, que pertence ao grupo de participações acionárias Terra Firma, declarou anteriormente que saudava as notícias sobre o tombamento previsto, apesar de as restrições envolvidas no tombamento potencialmente reduzirem o valor de venda do imóvel.
"O fato de tanto interesse ter sido suscitado pela impressão de que o futuro do Abbey Road estaria ameaçado é testemunho tanto da importância da música na vida das pessoas quanto das paixões que esse tipo de questão suscita", disse Hodge.
(Reportagem de Stefano Ambrogi)

Biblioteca Britânica vai registrar história oral da ciência

Biblioteca Britânica vai registrar história oral da ciência
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

LONDRES (Reuters Life!) - A Biblioteca Britânica pretende registrar as vozes, memórias e experiências de centenas de cientistas, para formular um relato em primeira mão de como a ciência de fato funciona.
O projeto Uma História Oral da Ciência Britânica, a cargo da National Life Stories, é o primeiro de seu gênero e vai reunir 200 entrevistas audiovisuais com cientistas britânicos que são líderes mundiais em inovações.
"Cientistas britânicos estiveram por trás de muitas das inovações científicas e tecnológicas que fazem manchetes diárias, mas pouco se sabe sobre as histórias pessoais reais por trás desses avanços que transformaram nosso mundo", disse o curador de História Oral da Biblioteca Britânica, Rob Perk, em comunicado.
Não existem gravações de arquivo de alguns dos cientistas britânicos mais eminentes do século 20, incluindo Alan Turing (1912-1954), decifrador de códigos e pioneiro da história da computação, e o fisiologista A.V. Hill (1886-1977), cujo trabalho sobre músculos foi reconhecido com o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1922.
Mesmo os cientistas associados às invenções britânicas, como Christopher Cockerell (1901-1999), o inventor do hovercraft (ou aerodeslizador), parecem não ter deixado depoimentos orais substanciais documentando sua vida e obra.
Muito poucos cientistas britânicos vivos, incluindo vários Prêmios Nobel, foram entrevistados extensamente. Não existe nenhuma pesquisa histórica ampla sobre o esforço e as descobertas científicas britânicas que seja baseada nas memórias e experiências pessoais.
O projeto História Oral da Ciência Britânica vai entrevistar tanto os nomes mais conhecidos da ciência britânica quanto vozes menos ouvidas e esquecidas como as de técnicos e cientistas mulheres, para assegurar que suas memórias sejam preservadas para o futuro.
O programa de história oral vai captar a cultura científica na Grã-Bretanha desde a 2a Guerra Mundial por meio de entrevistas em áudio, cada uma tendo em média de 10 a 15 horas de duração e complementada por gravações de vídeo mais curtas para documentar fatos, instrumentos e locais importantes.
O arquivo será organizado em torno de quatro temas, para refletir o caráter e as questões emergentes da ciência no século 20.
O professor universitário e Prêmio Nobel de química Harry Kroto disse que o programa será um acréscimo importante à compreensão da ciência britânica e seu impacto maciço sobre a sociedade global.
Ele acrescentou: "Baseado nas memórias e experiências pessoais, o programa da Biblioteca Britânica será singular por lançar luz sobre o processo científico, as atitudes intrínsecas de cientistas e sua influência sobre uma sociedade instruída e 'esclarecida.'"
(Reportagem de Paul Casciato)

Site TMZ é acusado de roubar entrevista com ex de Jackson

Site TMZ é acusado de roubar entrevista com ex de Jackson
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Por Eriq Gardner
LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - O site de celebridades TMZ está sendo processado por divulgar uma entrevista supostamente roubada e confidencial de Debbie Rowe, ex-mulher do cantor Michael Jackson, morto em junho.
O processo aberto na segunda-feira num tribunal da Califórnia pelo produtor F. Marc Schaffel desperta questões interessantes sobre a forma como o site obtém suas informações, sobre questões de direitos autorais e sobre os limites entre um clipe de entretenimento e um produto noticioso.
O autor da ação diz ser proprietário da entrevista, gravada em 2003. Trechos da conversa haviam sido divulgados na época da gravação, mas outros foram retidos por serem considerados privados e confidenciais, sujeitos a um acordo entre entrevistada e entrevistador.
Depois que Jackson foi indiciado por suspeita de pedofilia, em dezembro de 2003, o xerife do Condado de Santa Barbara obteve e executou um mandado de busca e apreensão na casa de Schaffel, onde a entrevista foi encontrada. Dois anos depois, o xerife informou que havia devolvido o material sem divulgar "trechos confidenciais" a ninguém.
Mas, em julho de 2009, o TMZ divulgou esses trechos confidenciais, inclusive um em que Rowe falava sobre a necessidade de sedativos. O autor do processo diz que a declaração de Rowe foi feita em tom de brincadeira, ao falar sobre o pânico de subir ao palco, mas que o TMZ tirou a fala do seu contexto para vinculá-la à morte de Jackson, por overdose de medicamentos.
Depois da divulgação, Schaffel e Rowe exigiram a retirada dos trechos confidenciais. O TMZ inicialmente alegou que o vídeo havia sido obtido junto a uma TV britânica, mas depois confirmou que sua origem era o Departamento do Xerife de Santa Barbara.
Segundo Schaffel, o TMZ, quando confrontado, desmentiu a história e alegou que sua fonte era confidencial.
Schaffel agora pleiteia indenização do TMZ por violação e alteração de direito autoral. Ele afirma que os trechos confidenciais têm "um valor estimado de potencialmente milhões de dólares, sendo que a quantia exata deve ser provada em juízo". O TMZ pode tentar provar que fez um uso legítimo do material.
O produtor já processou a Fox News no mês passado por divulgar a entrevista.

Exposição em Londres mostra lado sombrio do escultor Henry Moore

Exposição em Londres mostra lado sombrio do escultor Henry Moore
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Por Peter Griffiths
LONDRES (Reuters Life!) - Uma exposição em Londres retrata o escultor Henry Moore como radical que explorou um mundo sombrio de sexo, guerra e morte, contestando sua imagem moderna de criador de figuras gentis que enfeitam espaços públicos ao ar livre em todo o mundo.
A galeria londrina Tate Britain reuniu mais de 150 das esculturas e pinturas do artista para criar a mostra, descrita como a maior exposição da obra de Moore em uma geração.
Desde desenhos claustrofóbicos de figuras esqueletais escondendo-se de ataques aéreos até máscaras primitivas de pedra e imensas figuras femininas eróticas de madeira, a exposição acompanha mais de 40 anos do trabalho de Moore.
O co-curador Chris Stephens disse que espera mostrar um retrato mais sombrio e complexo de Henry Moore e reafirmar a posição deste de um dos maiores escultores dos tempos modernos, após um período de ambivalência crítica.
"O lado crítico, escuro e erótico do trabalho dele foi esquecido", disse Stephens à Reuters em entrevista. "Não é possível apreciar seu trabalho plenamente sem compreender o contexto das duas guerras mundiais, do Holocausto e assim por diante."
A exposição pretende mostrar que Moore não se limitou às figuras reclinadas de grandes dimensões e cenas familiares aconchegantes que estão espalhadas por praças públicas e parques de esculturas de Dallas a Berlim.
Nascido em 1898, Moore era filho de um mineiro de carvão do norte da Inglaterra. Sétimo de oito filhos, ele cresceu durante a turbulência na Europa que levou a duas guerras mundiais, a corrida armamentista nuclear e a Guerra Fria.
Depois de entrar para o exército, em 1917, Moore se viu no meio de um ataque alemão com gás mostrarda nas trincheiras do front na França. Ele foi um dos apenas 52 sobreviventes de seu regimento de 400 homens e passou dois meses no hospital.
"Sua arte nasceu daquele momento de crise e ansiedade que caracterizou a metade do século 20", disse Stephens.
Henry Moore combinou aspectos da escultura grega e romana tradicional com os desenhos ousados e primitivos da arte das culturas asteca, maia e africana, buscando sentido em formas orgânicas, mais que em representações exatas.

Gibi do Super-Homem é vendido por US$ 1 milhão


Uma cópia da primeira edição da revista do Super-Homem nesta foto de publicidade divulgada à Reuters em 22 de fevereiro de 2010. O raríssimo exemplar, publicada em junho de 1938, foi vendido pelo valor recorde de 1 milhão de dólares pelo site ComicConnect.com.
REUTERS/ComicConnect.com/Divulgação


Gibi do Super-Homem é vendido por US$ 1 milhão
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


LOS ANGELES (Reuters) - Um raríssimo exemplar da primeira edição da revista do Super-Homem, publicada em junho de 1938, foi vendido nesta segunda-feira pelo valor recorde de 1 milhão de dólares pelo site ComicConnect.com.
Os proprietários do site disseram que a revista Action Comics, em seu número 1, introduziu o herói justiceiro aos fãs, contando que ele havia nascido em outro planeta. A história apresenta também a "musa" do herói, Lois Lane.
Stephen Fishler, fundador do ComicConnect.com, disse que há apenas cerca de cem exemplares conhecidos da revista, mas que apenas dois ou três outros devem estar no mesmo estado de preservação, sem restauração.
"Exceto por esta revista, pode levar dez ou vinte anos antes que outra assim seja oferecida", disse Fishler, segundo quem o exemplar foi comercializado pela última vez há 15 anos, por 150 mil dólares.
O novo comprador permaneceu anônimo. O valor de 1 milhão de dólares equivale a mais do que o triplo dos 317 mil dólares arrecadados pela ComicConnect no ano passado com a venda de um exemplar da Action Comics número 1, em estado de conservação inferior.
Em 1938, a revista custava 0,10 dólar.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Caldeirão de Histórias", com memórias de moradores, diverte crianças

"Caldeirão de Histórias", com memórias de moradores, diverte crianças
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
da Folha Online

Leia sobre peças que entretêm os pequenos neste fim de semana:


Peça infantil "Caldeirão de Histórias", da Cia. Articularte, usa a técnica de teatro de sombras

"Caldeirão de Histórias"A peça é resultado do trabalho da companhia Articularte, que durante dez meses ficou em garagens de casas da região oeste. A história foi criada a partir de histórias e memórias contados pelos moradores. Informe-se sobre o evento

"É Nóis na Xita"Os palhaços Cara de Pau, Montanha e Cafi mostram a disputa entre eles para conseguir aplausos do público, em espetáculo de circo e improvisação. Informe-se sobre o evento

"As Incríveis Histórias de Mariazinha e seu Amigo Sol"Mariazinha compartilha algumas histórias de seu diário, onde estão guardadas as melhores recordações, e faz reviver vários acontecimentos de sua vida, como o dia em que o primeiro circo chegou à sua cidade. Informe-se sobre o evento

"Panos e Lendas"A peça conta a história do começo ao fim do mundo, utilizando folclore brasileiro, música e brincadeiras. Informe-se sobre o evento

"Sapecado"O musical caipira conta a viagem da roceira Assunta, do cachorro Rex e do carteiro Adauto pela estrada do Bromongó, rumo ao baile na vila do Sapecado. Informe-se sobre o evento

Folha on line de 20 de fevereiro de 2010

Tutankamon morreu de malária combinada com infecção óssea

Tutankamon morreu de malária combinada com infecção óssea
Faraó morreu aos 19 anos, em 1324 a.C., com apenas nove anos de trono, sem deixar herdeiro.
AFP - 17/2/2010 - 16h14

WASHINGTON (AFP) - O jovem e lendário faraó Tutankamon, que teria morrido misteriosamente há mais de 3 mil anos, faleceu, na verdade, de malária combinada com uma infecção óssea, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos.
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Tutankamón morreu tão jovem - aos 19 anos, em 1324 a.C., com apenas nove anos de trono, sem deixar herdeiros - o que levou especialistas a especularem sobre a hipótese de doenças hereditárias na família real da XVIII dinastia, explica Zahi Hawass, responsável pelas antiguidades egípcias no museu do Cairo e principal autor do estudo.

Os pesquisadores se apoiaram em vários métodos, entre eles a radiologia e as análises do DNA para o trabalho, realizado em 16 múmias, com onze delas, incluindo a de Tutankamón, sendo, aparentemente, membros da família real.

O estudo, realizado entre 2007 e 2009, buscava determinar os vínculos de parentesco e de sangue, e a existência de características patológicas hereditárias em Tutankamón. Os mesmos permitiram identificar o pai do faraó, marido da lendária rainha Nefertiti.

"Estes resultados permitem pensar que uma circulação sanguínea insuficiente dos tecidos ósseos, que debilitou e destruiu parte da ossatura, combinada com malária, foi a causa mais provável da morte de Tutankamón", ocorrida após uma fratura, explica Zahi Hawass, com trabalhos divulgados no jornal da Associação Médica americana (Jama) na edição de 17 de fevereiro.

O diagnóstico pôde ser estabelecido sobretudo graças aos exames genéticos, que revelaram uma série de más-formações na família Tutankamón, como a doença de Kohler, que destrói células ósseas.

As análises de DNA também puseram em evidência a presença de três genes vinculados ao parasita Plasmodium falciparum, responsável pela malária em quantro múmias estudadas, entre elas a de Tutankamón.

Tutankamón e seus ancestrais eram pouco conhecidos até a descoberta, em 1922, de sua tumba pelo britânico Howard Carter, que continha um grande tesouro, incluindo uma máscara mortuária em ouro maciço.

O estudo parece abrir as portas a um novo enfoque de investigação em genealogia molecular e paleogenômica do período faraônico, opinam os cientistas.

Diário do Comércio de 19 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

'Quidam', espetáculo do Cirque Du Soleil, chega a SP



'Quidam', espetáculo do Cirque Du Soleil, chega a SP
Montado pela primeira vez em 1996, número histórico da trupe já passou por sete cidades brasileiras


Guilherme Conte e Luiza Pereira, de O Estado de S. Paulo


Um dos números do espetáculo do grupo canadenseSÃO PAULO - Os integrantes do Cirque Du Soleil chegam a São Paulo com as malas cobertas de etiquetas - e o corpo queimado de sol. Quidam, o terceiro espetáculo da história da trupe blockbuster canadense, montado pela primeira vez em 1996, começa a sua temporada na cidade depois de passar, desde junho, por Fortaleza, Olinda, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Rio de Janeiro.

A história de uma adolescente solitária que se refugia em um mundo de sonhos e fantasias serve de base para o grupo construir os números que lhe conferiram fama - e se tornaram marcas registradas dos seus 25 anos de história, completados ano passado. O público pode ir ao Parque Villa-Lobos com a certeza de que verá, portanto, as acrobacias circenses impressionantes, os figurinos caprichados e o apuro visual de encher os olhos que costumam integrar os espetáculos da trupe.

250
é o número aproximado de figurinos de 'Quidam', que os artistas tiram e põem em trocas rápidas.
15
são as nacionalidades dos 50 artistas que integram o elenco. Três deles são brasileiros.
9 milhões
de espectadores já viram o espetáculo nos 14 anos em que está em cartaz, em 20 países.


Parque Villa-Lobos (2.600 lug.). Av Queiroz Filho, s/nº, Alto de Pinheiros, 4004-3100. 150 min. 13 anos. 5ª e 6ª, 21h; sáb., 17h e 21h; dom., 16h e 20h. R$ 190/R$ 390 (mais R$ 140 dão acesso a serviços especiais). Até 28/3.


Jornal O Estado de S. Paulo de 19 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Centro cultural oferece encontro de literatura marginal e música

Fachada do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, que promove evento neste sábado

Centro cultural oferece encontro de literatura marginal e música
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
da Folha Online
Divulgação


Fachada do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, que promove evento neste sábado
Neste sábado (20), o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, na região norte da capital paulista, promove o 1º Encontro dos Poetas Suburbanos, a partir das 20h. A entrada para o evento é gratuita.


Organizado pelo coletivo Literatura Suburbana, o evento reúne 29 escritores que integraram edições das Coletâneas Poetas Suburbanos. O coletivo, original do bairro da Brasilândia, enfoca a cultura afro e hip hop, bem como a literatura marginal.


O sarau contará, ainda, com apresentações de dança, música e exposição de livros.
Informações sobre eventos gratuitos e populares podem ser consultadas no site Catraca Livre.


Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso - av. Deputado Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha, região norte, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3984-2466. Sáb. (20): 18h. Grátis. Não recomendado para menores de 14 anos.


Folha on line de 18 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Primeira escola de samba do Brasil se chamava Deixa Falar; saiba origem do nome

Primeira escola de samba do Brasil se chamava Deixa Falar; saiba origem do nome

A primeira escola de samba do Brasil foi a Deixa Falar, criada no bairro carioca do Estácio, em 1928, pelo sambista Ismael Silva. No livro "O Pulo do Gato", o autor Márcio Cotrim conta a história da origem do nome.

"Escola porque ficava perto de uma escola pública do bairro e porque Ismael achava que seu grupo formaria professores do samba. O nome repetiu a frase de que ele tanto gostava: 'Deixa falar, nós também somos mestres. Somos uma escola de samba!"

A obra decifra a origem de palavras e expressões populares. Cotrim é carioca, jornalista, escritor e atualmente o diretor-executivo da Fundação Assis Chateaubriand, órgão corporativo do grupo Associados de comunicação.

Entre as expressões explicadas no texto de Cotrim, estão "não entender patavina", "tirar o cavalo da chuva", "agora é tarde, Inês é morta", "estar na pindaíba", "fazer uma vaquinha", "meter a mão em cumbuca", "Maria vai com as outras", "O importante é competir", "O pior cego é o que não quer ver".

Outro título do gênero é "Conversando é que a Gente se Entende", de Nélson Cunha Mello. É possível encontrar tradução para expressões como: "Tem gringo no samba" (quando alguém destoa por não saber tocar), "enterro dos ossos" (reunião em que se consomem comida e bebida que sobraram de uma festa).

Em "A Casa da Mãe Joana", outro clássico sobre etimologia de palavras, frases e marcas, descobrimos o curioso sentido de outro termo típico do Carnaval: serpentina.
"O latim Serpentinu, relativo a serpente, originou em português o adjetivo serpentino, com o mesmo sentido. Serpentino passou para o feminino, serpentina, para designar, por analogia com o ofídio, tanto o conduto para aquecimento e resfriamento de fluidos, como a fita arremessada nas festas de carnaval."

Folha On Line de 16 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Adoniran Barbosa é esquecido na avenida e Noel Rosa tem sua biografia embargada

Centenários incompletos
No ano em que fariam 100 anos, Adoniran Barbosa é esquecido na avenida e Noel Rosa tem sua biografia embargada
Lucas Nobile

"Não tenho herdeiros, não possuo um só vintém/ Eu vivi devendo a todos, mas não paguei ninguém." Em 1932, cinco anos antes de sua morte, Noel Rosa compôs o antológico samba Fita Amarela, relatando seus desejos para o dia de sua derradeira despedida. Agora, em 2010, ano em que vai se comemorar seu centenário (no dia 11 de dezembro), Noel jamais poderia imaginar que justamente seus herdeiros seriam os pivôs de um entrave que há quase duas décadas priva o público de ter acesso à vida e à obra do Poeta da Vila.

Em 2008, passados 70 anos da morte de Noel, seu cancioneiro entrou em domínio público. Porém, toda tentativa de esmiuçar a vida do compositor (não só dele, como de qualquer outra pessoa, de acordo com a constituição brasileira), de maneira não autorizada por seus herdeiros legítimos, inevitavelmente naufraga sem amparo jurídico por representar violação ao direito à privacidade.

Nessa celeuma esbarra o trabalho mais completo já feito sobre vida e obra do compositor de Vila Isabel, Noel Rosa - Uma Biografia, de João Máximo e Carlos Didier. Lançado em 1990, pela Editora UnB, o livro ficou disponível em catálogo até 1994, vendendo cerca de 15 mil exemplares. No período seguinte - até hoje -, houve várias tentativas para reeditar a biografia, com editoras como José Olympio, Ed. 34, Cosac Naify e, por último a Ediouro, mas nenhuma vingou.

Depois da morte de Noel, no dia 4 de maio de 1937, todo seu material ficou sob a tutela de sua esposa Lindaura, que faleceu apenas em agosto de 2001. Assim que a viúva morreu, duas sobrinhas do Poeta da Vila, Irami Medeiros Rosa de Melo e Maria Alice Joseph (filhas do irmão de Noel, Hélio Rosa) apareceram para reivindicar a herança do tio. Afirmando que Noel nunca fora casado com Lindaura, e que elas eram as verdadeiras herdeiras, ambas moveram um processo contra os autores da biografia e a UnB, alegando invasão de privacidade da família Medeiros Rosa. "A gente estava dentro da lei, mas tem essa coisa, que surgiu com a constituição de 88, de que não se pode tocar na vida privada. É fácil fazer biografias cor-de-rosa. Nosso livro não é sensacionalista, apenas aborda pontos nevrálgicos da vida do Noel, como o suicídio da avó e o acidente no queixo, fundamental para compreender o estigma do gênio. É como a biografia do Roberto Carlos. No fim das contas, vão vetando o acesso dos brasileiros às informações. Vivemos na escuridão, na era do controle. Sem contar que temos fotos e a certidão do casamento de Noel com Lindaura", diz o autor da biografia Carlos Didier. "Lindaura foi uma lavadeira. O livro esmiúça nossa vida privada, botou minha família na lama. Isso é inveja, não conheço os autores, mas os comentários deles não me atingem. Sem o livro, eles devem estar bem tristinhos. Confio incondicionalmente no meu genro, que cuida de tudo isso, não vou mais me envolver, já estou com uma certa idade. Mas não tenho pressa, nunca precisei de direito autoral para sobreviver. É tudo uma questão de sentar e negociar", responde por telefone Irami, sobrinha de Noel.Por causa do embargo, a biografia que representa o mergulho mais profundo e vertical sobre a figura de Noel Rosa tornou-se artigo de colecionadores ou endinheirados. Para se ter uma ideia, em janeiro, o site www.estantevirtual.com.br apontava sebos que vendiam o livro a R$ 400. Hoje, paga-se R$ 290 por um exemplar.Para piorar o cenário, os autores João Máximo e Carlos Didier afastaram-se totalmente e não se falam desde 1997. "Posso garantir que este livro nunca mais será relançado. Eu entendo que não bastaria apenas mais uma reimpressão. Teríamos de reparar erros que existem e dar uma enxugada na extensão do livro. Eu cheguei a procurar o Didier por várias vezes, mas ele não atendeu. Hoje não seria mais possível trabalharmos com a mesma harmonia de antigamente", esclarece João Máximo.Porém, pode haver ainda esperança em relação a um relançamento da biografia. Segundo Didier, há pouco tempo ele recorreu a Paulo Roberto Pires, da Editora Agir, para que ele intermediasse uma reaproximação com Máximo. "É claro que eu quero que este livro saia novamente. Meu problema com o João não foi superado, mas Noel Rosa é superior a isso", explica Carlos Didier.

MALOCA PARA TODOS

Se a biografia de Noel Rosa corre o risco de nunca mais ser publicada, condenando a atual e as futuras gerações a não saberem quem foi o autor de pérolas como Com Que Roupa, Gago Apaixonado, Palpite Infeliz e Feitio de Oração, não se pode dizer o mesmo do livro que perfila por completo outro compositor, cujo centenário também se comemora neste ano: João Rubinato, conhecido por todos como Adoniran Barbosa. Por uma falha infeliz, nenhuma escola de samba quis aproveitar como tema o centenário do autor de Saudosa Maloca (leia abaixo), mas, em compensação, acaba de ser relançado Adoniran - Uma Biografia (Ed. Globo).Publicado originalmente em 2004, o livro apresenta o retrato mais fiel de Adoniran já realizado até hoje, justamente por aliar a escrita leve do lado jornalista de Celso de Campos Jr. ao rigor de pesquisa, graças à faceta de historiador do autor.Ao contrário da biografia de Noel, desde que teve a ideia de escrever o livro, em 2001, quando encontrou o acervo de Adoniran literalmente escondido no cofre do Banco do Estado de São Paulo, na Praça Antonio Prado, Campos Jr. sempre contou com total colaboração da herdeira de Adoniran, a filha Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa. "Além da família do Adoniran, tive a ajuda de muita gente. Ele cantou as transformações de São Paulo e sua história precisa ser contada ao público", diz Campos Jr. "Eu tenho um carinho muito especial por todos os trabalhos feitos sobre meu pai, principalmente pela do Celso. Ele é muito meu amigo e virou quase que um sobrinho meu. Desde a primeira vez que ele veio ao Rio para me consultar sobre o livro, eu topei logo de cara pela maneira de ele falar e se dedicar à obra do meu pai", conta Maria Helena, que administra o acervo do pai e aguarda propostas de patrocínio para criar o museu Casa Adoniran Barbosa.

Jornal O Estado de S. Paulo de 15 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Masp e outros museus paulistanos fecham no Carnaval; programe-se

Masp e outros museus paulistanos fecham no Carnaval; programe-se

As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
da Folha Online

Masp
Com cerca de oito exposições, entre acervo e temporárias, o Masp (Museu de Arte de São Paulo), na região central paulistana, fecha na segunda (15) e volta à ativa na quinta-feira (18). Esta também é a última semana para visitar a mostra "Amor e Solidariedade", do escultor expressionista pernambucano Abelardo da Hora, que ocupa o vão livre do museu.
Divulgação

Abelardo e a obra "Mulher Reclinada", exposta no vão do Masp, que sai de cartaz de SP
Escultor, desenhista, gravador, gravurista e ceramista, Abelardo da Hora é um dos poucos expressionistas brasileiros ainda em atividade. Em homenagem aos 60 anos de carreira do artista, o Masp promove uma retrospectiva com 25 toneladas de obras, todas expostas no vão do museu.

A mostra reúne esculturas, como a "Mulher Reclinada", dedicada ao amor e às mulheres, e desenhos e gravuras de retirantes nordestinos, que Abelardo criou em solidariedade ao povo. Depois de São Paulo, as peças partem para João Pessoa, Recife, Caracas, Paris, Bruxelas e Buenos Aires.

Abelardo tem uma história bastante conectada à política. Formado em direito, nunca exerceu a profissão de advogado, é ligado ao Partido Comunista e já foi preso cerca de 70 vezes. Em Recife, ajudou a criar o Movimento de Cultura Popular (MPC) e influenciou outras ações culturais no país.

No auge do MPC, em 1962, o artista criou um de seus mais expressivos trabalhos: a série de 22 desenhos de bico de pena "Meninos do Recife", um retrato da miséria das crianças de rua, foi apreendida pelos militares.

Conheça as exposições do Masp
Veja o horário de funcionamento dos principais museus e galerias
Caixa Cultural - SéFecha dia 16. Abre dia 17 das 12h às 21h.

Conheça as exposições da Caixa Cultural - Sé
Centro Cultural São PauloFecha dia 16. Abre dia 17 das 12h às 20h.

Conheça a exposição do Centro Cultural São Paulo
Choque CulturalFecha dia 16.

Conheça a exposição da Choque Cultural
Estação PinacotecaFecha no dia 16. Abre dia 17 das 12h às 17h30.

Conheça as exposições da Estação Pinacoteca
FaapFecha entre os dias 13 e 16. Abre dia 17 das 13h às 20h.

Conheça a exposição da Faap
Galeria VirgilioFecha entre os dias 15 e 17.

Conheça a exposição da Galeria Virgilio
Instituto Tomie OhtakeFecha entre os dias 13 e 16. Abre dia 17 das 12h às 20h.

Conheça a exposição do Instituto Tomie Ohtake
Itaú CulturalFecha entre os dias 13 e 16. Abre dia 17 das 12h às 20h.

Conheça a exposição do Itaú Cultural
MISFecha no dia 16. Abre no dia 17 das 12h às 21h.

Conheça a exposição do MIS
Pinacoteca do EstadoFecha dia 16. Abre dia 17 das 12h e às 17h30.

Conheça as exposições da Pinacoteca do Estado
Sesc PompeiaDomingo e dia 15 abre das 10h às 20h. Fecha dia 17.

Conheça as exposições do Sesc Pompeia

Folha On Line

Filósofo vai de Aristóteles a Descartes para analisar personagens de séries



Filósofo vai de Aristóteles a Descartes para analisar personagens de séries


ANA PAULA SOUSA


da Folha de S.Paulo
Professor de filosofia do que seria, na França, o ensino médio, Thibaut de Saint Maurice percebeu, numa tarde cinzenta de inverno, que as explicações sobre o "raciocínio experimental" eram incapazes de alterar, minimamente que fosse, o olhar de seus alunos. Estavam todos alheios ao que dizia. Foi então que, tal e qual reviravolta num roteiro, ele lembrou-se do doutor House, o médico que dá nome a uma das séries mais vistas no mundo.
"Ao escrever no quadro-negro, para ninguém, lembrei do House tentando explicar aos colegas, no hospital, a pertinência de suas hipóteses", diz. "Perguntei aos alunos se conheciam o House. Até os que olhavam pela janela se voltaram para mim. Começamos a falar sobre a descoberta dos diagnósticos pelo personagem e, então, toda aquela história de 'diálogo entre razão e experimento' ganhou sentido."
Nascia assim "Philosophie en Séries" ("Filosofia em Séries"), publicado na França, sem tradução no Brasil. Se são muitos os subprodutos que as séries procriam, poucos são os que se mostram tão inventivos e, digamos, filosóficos.
"A riqueza das séries é inexplorada", diz o autor, em entrevista à Folha. "Todas juntas, são um formidável espelho da vida contemporânea e constituem um grande reservatório de experiências e de situações com as quais muita gente se identifica." Por isso, sentado em frente à TV, Maurice resolveu filosofar e, de posse de um livro de Kant, acabou por pensar em Jack Bauer, "antikantiano" por excelência.
O autor está convicto de que séries como "Nip/Tuck", "A Sete Palmos" e "Dexter", diversão à parte, giram em torno de questionamentos sobre os valores sociais e a maneira de se ver o mundo. A obsessão estética, a morte e o senso de justiça numa sociedade que se sente refém da violência são, na visão de Maurice, o estofo desses programas.
Jack Bauer, por sua vez, seria o típico herói pós-moderno. "Seu heroísmo não repousa sobre uma virtude essencial, uma fé religiosa ou sobre valores universais. Seu heroísmo é o da eficácia. Sua moral é a utilitarista. A violência que ele pratica é vista como um preço a ser pago em nome da eficácia."
Já House encarnaria a figura moderna de um Sócrates obcecado pela busca pela verdade. "O sucesso da figura de House é extremamente revelador de uma sociedade que não se importa mais com a verdade", diz, dialético.
arte Folha de S.Paulo
Conciliação cultural
O que empurrou Maurice para o projeto foi o desejo de reconciliar cultura de massa e cultura acadêmica. Ele, que tem 30 anos e cresceu assistindo a "Buffy", "Arquivo-X" e "Oz", está convicto de que, por meio da cultura de massa, também é possível valorizar o que os grandes pensadores um dia disseram. "Quando se fala em cultura geral, se pensa na cultura clássica: a cultura do passado é transmitida pela escola enquanto a cultura de massa é tratada como mero entretenimento. Mas isso, simplesmente, não corresponde à maneira como as pessoas vivenciam sua prática cultural. Ver TV não exclui a leitura de livros."
Maurice defende, ao contrário, que pelo fato de estarem no dia a dia de espectadores do mundo todo, as séries podem, se esmiuçadas, mostrar o quanto a filosofia clássica tem a dizer sobre a contemporaneidade. E por que as séries e não o cinema? "Se eu tivesse sido professor nos anos 50, certamente o cinema é que teria chamado a minha atenção, ou mesmo o rock'n'roll. Mas, hoje, o vigor criativo está nas séries."
Maurice confessa, na entrevista, que dentre os 11 programas que analisa, os prediletos são "24 Horas" e "A Sete Palmos". O primeiro, porque tem uma ação vigorosa e toca, de maneira explícita, nas questões da filosofia moral. O segundo, pela capacidade de falar sobre o lugar que a morte ocupa na vida de cada um.
O filósofo irrita-se, porém, com "CSI", que, a seu ver, coloca os procedimentos científicos a serviço do fantasma da segurança e da resolução de crimes. "Me parece um tratamento complicado, pouco cuidadoso, da ciência, um dos bens mais preciosos da humanidade."
E, no seu caso, é possível falar de séries sem desrespeitar a complexidade de certas teorias? "Você faria a mesma pergunta se eu usasse a filosofia para falar sobre pintura?", pergunta, num momento-House. Ou seria Sócrates?


PHILOSOPHIE EN SÉRIESAutor: Thibaut de Saint MauriceEditora: Ellipses (176 págs.; importado)Quanto: 11,88 euros (cerca de R$ 30 mais taxas em http://www.amazon.fr/)


Folha On Line de 14 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Balé Bolshoi se apresentará em Cuba após 30 anos



Bailarinas da companhia Bolshoi ensaiam em Moscow, em dezembro.
REUTERS/Denis Sinyakov


Balé Bolshoi se apresentará em Cuba após 30 anos
sábado, 6 de fevereiro de 2010


HAVANA (Reuters) - Membros do Balé Bolshoi, da Rússia, vão se apresentar no teatro Karl Marx em Havana na próxima semana, em seu primeiro espetáculo na ilha em 30 anos, informou a imprensa estatal cubana na sexta-feira.
A volta do Bolshoi marca a renovação das relações entre Cuba e Rússia, que foram aliados na Guerra Fria por três décadas antes do colapso da União Soviética em 1991.
A imprensa cubana disse que dançarinos do Bolshoi e do Balé Nacional Cubano apresentarão peças de balés como "Giselle" e "O Quebra Nozes" no dia 13 de fevereiro, quando também ocorrerá a Feira Internacional do Livro de Havana, que este ano terá escritores e artistas russos.
O Balé Nacional de Cuba é liderado pela lendária dançarina Alicia Alonso, 89 anos, que ajudou a popularizar o balé em Cuba e treinou uma série de dançarinos cubanos que hoje atuam em companhias no exterior.
(Reportagem de Jeff Franks)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Menino britânico de 7 anos atrai comparações com Picasso

Menino britânico de 7 anos atrai comparações com Picasso
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Por Georgina Cooper
HOLT, Inglaterra (Reuters Life!) - Um garoto britânico de 7 anos de idade está sendo saudado como gênio da arte, depois de vender 16 telas por 18 mil libras (29.280 dólares) em apenas 14 minutos.
Kieron Williamson, da cidade de Holt, no leste da Inglaterra, possui habilidade artística que poderia ser motivo de inveja para qualquer pintor sério e vem atraindo comparações com Pablo Picasso, menino prodígio que se tornou um dos artistas mais célebres do século 20.
Inspirado pela paisagem de Norfolk, onde vive, no litoral de East Anglia, os pastéis, as aquarelas e as pinturas a óleo de Williamson --avaliados em até 1.500 libras cada-- revelam uma maturidade que ultrapassa de longe sua idade real.
Tudo começou durante férias da família na Cornualha, na costa sudoeste da Inglaterra, quando Kieron tinha 5 anos. Inspirado pela vista do porto, o menino pediu aos pais seu primeiro caderno de desenho.
Daquele momento em diante, ele não parou mais de desenhar e pintar, segundo seu pai, Keith Williamson.
"Quando ele começou a pintar, acordava todas as manhãs às 6h, e nós acordávamos ouvindo o tilintar dos vidros de geleia com as tintas. E ele ainda é assim", disse Keith.
Embora apoiem o talento de seu filho, os pais de Kieron tomam cuidado para não deixar que ele seja pressionado. Ele pinta apenas quando e o que quer, e a família limita o número de obras que põe à venda.
Kieron tem uma lista de espera de centenas de interessados em suas obras. Os pedidos de trabalhos dele chegam de todo o mundo.
Keith contou que uma venda de obras de Kieron promovida em novembro foi fenomenal, tendo chegado a atrair um comprador do Japão.
Kieron frequenta a escola local normal, mas também tem aulas de pintura com um pintor da região e ganhou a proteção da galeria Picturecraft, em sua cidade natal de Holt.
O diretor da galeria, Adrian Hill, disse que Kieron vem se aprimorando a cada dia que passa.
"Foi uma transição muito rápida de um bom pintor amador mirim para alguém que está produzindo telas de valor comercial. Para ser franco, foi chocante, algo totalmente único", disse ele.
Enquanto cuidadosamente pendurava algumas das obras melhores de Kieron, Hill disse que o mundo das artes plásticas vem comparando o garoto a Picasso quando pequeno.
"Não há razão pela qual Kieron, se quiser, não poderá alcançar as mesmas coisas. Podemos estar olhando para o próximo grande mestre da pintura."

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Lei Rouanet sai da gaveta e enfrenta o Congresso

Lei Rouanet sai da gaveta e enfrenta o Congresso
Texto prevê que o governo nunca destine menos do que 40% ao Fundo Nacional de Cultura (FNC.
Agência Estado - 27/1/2010 - 16h53

É uma mudança radical na filosofia de incentivo à cultura no País. A nova Lei Rouanet, cujo texto foi assinado na terça, 26, pelo presidente Lula, prevê que o Fundo Nacional de Cultura (FNC) nunca poderá ter menos do que 40% do orçamento do MinC. Até hoje, o fundo (que permite o incentivo direto, sem que o produtor precise captar dinheiro no mercado) recebe valores irrisórios e aleatórios. A maior parte dos recursos chega via renúncia fiscal - empresas adiantam o dinheiro aos produtores culturais, e depois são reembolsadas na hora de declarar o seu Imposto de Renda (IR). Foram criados nove fundos setoriais - Artes Visuais, Artes Cênicas, Música, Acesso e Diversidade, Patrimônio e Memória, Ações Transversais e Equalização, Audiovisual, Inovação do Audiovisual (o que compreende curtas-metragens, médias-metragens e experimentalismo) e Livro, Leitura, Literatura e Humanidades (cuja divisão, para separar literatura do mercado, será definida em lei específica).



Desses nove fundos, sete terão entre 10% a 30% do total dos recursos - o restante irá para o audiovisual, segundo o texto. Para decidir quais projetos serão incentivados, haverá CNICs setoriais, com representação paritária do governo e da sociedade civil. O Fundo Nacional de Cultura também poderá receber dinheiro de doações, legados e subvenções, e esse dinheiro não seguirá o critério de partilha acima. Não será permitido o incentivo a obras, produtos, eventos circunscritos a coleções particulares ou circuitos privados que tenham limitações de acesso.



A União deverá enviar 30% dos recursos do FNC para fundos públicos de Estados, municípios e do Distrito Federal (com a observância de serem destinados no mínimo 10% para cada região do País, como forma de promover a descentralização do investimento). Mas, para receber o dinheiro, Estados e municípios deverão constituir órgãos colegiados e observar as regras da lei.



A renúncia fiscal continua existindo, mas também mudou. Os contribuintes (pessoas físicas ou jurídicas tributadas com base no lucro real) poderão deduzir 40%, 60% e 80% do imposto de renda devido quando financiarem um projeto cultural (valor limitado a 6% do imposto devido, quando se tratar de pessoa física, ou 4% do imposto devido, quando se tratar de pessoa jurídica). Um sistema de pontuação definirá em qual faixa (40%, 60% ou 80%) o incentivador se encaixa.



O recebimento dos projetos culturais será feito mediante editais de seleção pública, e a lei estipula um prazo de 30 dias para que sejam avaliados - um desafio extra para o governo, já que atualmente os atrasos são constantes por falta de pessoal técnico qualificado. Para a análise dos projetos, o governo prevê na lei contratar especialistas ou instituições.



Os projetos culturais com potencial de retorno comercial (filmes como os da Xuxa e dos Trapalhões, por exemplo, enquadram-se nessa categoria) poderão ser financiados em um sistema de parceria, que poderá tomar até 20% da dotação anual do FNC. Para tanto, serão direcionados para os Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficarts). O Banco Central do Brasil será o gestor dessa parceria, e os lucros obtidos voltarão para realimentar o FNC.



Os institutos e fundações (ligadas a bancos ou grandes empresas) estão enquadrados na faixa dos 40%, e todos têm de colocar pelo menos 20% do próprio bolso (antes, a renúncia era de 100%).



Projetos da administração pública só poderão captar até 10%, para evitar concorrência com os mercados. É o caso, por exemplo, dos museus paulistas, que agora terão de reformular seus orçamentos - a Pinacoteca do Estado pediu, para 2009, R$ 13 milhões, e obteve autorização para captar R$ 12 milhões. Entretanto, os fundos públicos dos Estados e municípios poderão redirecionar seus recursos para essas instituições.



"Na medida em que existe um fundo que tem recursos que serão repassados aos governos, não faria sentido que o setor público captasse. Com um fundo novo, forte, que cumpre um papel importante, esta restrição nos parece natural", disse Alfredo Manevy, ministro interino da Cultura, ao site do Grupo de Institutos e Fundações (Gife). Segundo estimativa do governo, inicialmente o fundo vai ter cerca de R$ 800 milhões, a renúncia será de R$ 1 bilhão e o orçamento, excluída a renúncia, de R$ 2,2 bilhões (o maior da História, conforme antecipou o Estado no dia 15).

D. do Comércio d 27 de janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Cartas de Van Gogh lançam luz sobre trabalho árduo do artista

Cartas de Van Gogh lançam luz sobre trabalho árduo do artista
terça-feira, 19 de janeiro de 2010

LONDRES (Reuters Life!) - Uma exposição na Academia Real de Londres busca aprofundar nosso entendimento do mestre pós-impressionista Vincent Van Gogh ao exibir não apenas suas pinturas e desenhos, mas muitas de suas cartas.
O pintor holandês escreveu centenas de cartas durante uma carreira produtiva como artista, a maioria delas a seu irmão Théo, um marchand que o apoiava.
"The Real Van Gogh: The Artist and his Letters" (O Van Gogh Real: o Artista e suas Cartas), que fica em exibição de 23 de janeiro até 18 de abril, segue um projeto de pesquisa de 15 anos sobre a correspondência de Van Gogh, feito pelo Museu Van Gogh e o Instituto Huygens da Academia Real de Artes e Ciências da Holanda.
Em exibição estão mais de 35 cartas originais, raramente mostradas ao público devido à fragilidade, mas que fornecem contexto para muitos dos 65 quadros pendurados junto a elas.
As cartas, que contêm o mundano --como sua descrição de um tipo particular de lápis-- e o poético --como quando descreve as águas do Mediterrâneo como "sempre em mudança"-- desafiam a noção de Van Gogh como um gênio torturado e errático.
"A visão popular dele é a de que ele era esse tipo de artista louco e estouvado, que apenas pintava muito rápido e de forma muito espontânea", disse a curadora Ann Dumas.
"Ele realmente pintava muito rápido. Mas havia muita reflexão e preparação em seu trabalho, mesmo antes de ele colocar a tinta na tela", disse ela à Reuters.
Embora ele tenha cortado parte da orelha, tenha se internado em um asilo e terminado a vida aos 37 anos, Van Gogh era dedicado à sua arte e estava preparado para trabalhar duro para ser mestre nas técnicas de perspectiva, cor e pintura da forma humana.
"Por mais que eu ame a paisagem, amo ainda mais as figuras", ele escreveu. "Mas essa é a parte mais dura".
Mesmo no fim de sua vida, suas cartas revelam um homem aparentemente mais preocupado com sua arte do que com seus demônios mentais pessoais.
Dias antes de sua morte, ele escreveu a Théo: "Estou me dedicando a meus quadros com toda a minha atenção".
Nos seus últimos 70 dias de vida, segundo a Academia Real, o artista pintou mais de 70 telas, muitas delas estão entre suas obras-primas. E isso apesar do temor de que sua arte não estivesse progredindo como ele desejava.
(Reportagem de Mike Collett-White)

domingo, 17 de janeiro de 2010

O Museu Afro Brasil apresenta exposição sobre um dos primeiros contistas brasileiros

O Parque Escola da Juventude funciona diariamente, das 6hs às 22hs. O Museu Afro Brasil apresenta exposição sobre um dos primeiros contistas brasileiros.


http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1192031-7823-CONFIRA+AS+DICAS+DE+LAZER+DO+ANTENA+PAULISTA,00.html

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Exposição de Picasso festeja centenário de galeria de Zurique

Exposição de Picasso festeja centenário de galeria de Zurique
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Por Jason Rhodes
ZURIQUE (Reuters Life!) - A galeria Kunsthaus Zurich, onde Picasso fez sua primeira exposição em um museu em 1932, vai comemorar seu centenário com um programa especial que inclui uma exposição mostrando como os contemporâneos do artista espanhol receberam a obra dele.
O programa começa em 12 de fevereiro com uma rara oportunidade para o público conhecer a mundialmente famosa coleção do industrial Emil Buehrle e termina com uma mostra celebrando o 150o aniversário do nascimento de Carl Moser, arquiteto responsável pelo prédio Art Nouveau do museu.
O museu, que em 2009 recebeu 228 mil visitantes, quer exibir seus pontos fortes, expondo obras de arte de vários séculos -- desde pinturas dos grandes mestres até filmes e instalações de artistas contemporâneos.
A exposição da coleção de Buehrle permitirá que o público veja rapidamente uma das mais importantes coleções de arte privadas da Europa, antes de ser transferida, em 2015, para uma ala nova da Kunsthaus projetada pelo célebre arquiteto britânico David Chipperfield.
A coleção inclui 180 quadros e esculturas, entre elas algumas das mais belas obras impressionistas do mundo. Ela foi montada pelo alemão Buehrle e hoje ocupa uma mansão ao lado da antiga casa do industrial, perto do lago Zurique.
A coleção fez manchetes em fevereiro de 2008, quando assaltantes mascarados roubaram grandes obras de Cezanne, Degas, Monet e Van Gogh no valor de 160 milhões de dólares, no maior roubo de obras de arte da história da Suíça. Apenas duas das quatro telas foram recuperadas.
ORIGEM DA COLEÇÃO
Buehrler fez sua fortuna com a fábrica Oerlikon de ferramentas e munições, que vendeu armas aos dois lados na 2a. Guerra Mundial, e no final dos anos 1940 devolveu ou recomprou várias obras que tinham sido roubadas de famílias judaicas pelos nazistas.
"A exposição vai mostrar a origem e as circunstâncias que cercaram a aquisição das obras", disse o diretor da Kunsthaus, Christoph Becker. "Buehrler comprou as obras de boa fé e foi um dos primeiros colecionadores a tratar dessa questão".
Nos últimos meses de seu centenário, a exposição vai revisitar sua exposição histórica de Picasso em 1932, oferecendo ao público do século 21 a oportunidade de rever sua arte inovadora, com 70 obras da mostra original.
O próprio Picasso foi o curador da retrospectiva de 1932, que cobriu as três primeiras décadas de sua carreira, desde suas fases azul e rosa, passando pelo cubismo, no qual desenvolveu uma linguagem pictórica inteiramente nova com o artista francês Georges Bracque, até seu período clássico.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Expedição à Antártida encontra peças de máquina fotográfica de 100 anos


Gelo descongela na costa de Cape Denison na Antártida no dia 14 de dezembro de 2009. Membros de uma expedição que está restaurando cabanas em Cape Denison encontrou o que acredita serem peças de uma máquina fotográfica abandonada por um célebre fotógrafo australiano durante uma viagem histórica ao continente gelado, quase 100 anos atrás.

REUTERS/Pauline Askin

Expedição à Antártida encontra peças de máquina fotográfica de 100 anos
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010 12:18
Pauline Askin
CAPE DENISON, Antártida (Reuters Life!) - Uma expedição à Antártida encontrou o que acredita serem peças de uma máquina fotográfica abandonada por um célebre fotógrafo australiano durante uma viagem histórica ao continente gelado, quase 100 anos atrás.

James "Frank" Hurley, morto em 1962, foi o fotógrafo oficial da Expedição Antártica Australiasana (AAE) de 1911-14, comandada pelo mais famoso explorador polar da Austrália, sir Douglas Mawson. Ele também foi fotógrafo oficial das Forças Armadas australianas nas duas Guerras Mundiais.

Membros da expedição atual, que está restaurando as cabanas originais de madeira erguidas por Mawson em Cape Denison, disse que encontrou dentro da câmara escura de Hurley uma caixa de troca de chapas de uma câmera Newman & Guardia fabricada entre o final do século 19 e início do século 20.

"Ainda não temos 100 por cento de certeza de que é um componente da câmera de Hurley, mas é sem dúvida um componente de uma máquina fotográfica muito antiga usada aqui na Antártida, o que torna a descoberta interessante", disse à Reuters a arqueóloga Jody Steele, integrante da expedição.

Várias máquinas fotográficas Newman & Guardia fizeram parte dos equipamentos usados pela AAE. Os detalhes da descoberta recente foram enviados de volta à Austrália para mais pesquisas.

"É uma descoberta importante porque talvez seja um dos poucos componentes de câmeras que podemos identificar com um membro individual da AAE, Frank Hurley", disse o membro da expedição Peter Morse.

"Outros artefatos encontrados até agora têm sido de natureza mais geral."

A peça encontrada foi devolvida à câmara escura, onde o ambiente frio ajudou a preservá-la até agora.

No dia 1o de janeiro a expedição encontrou o que acredita serem os resquícios do primeiro avião que voou para a Antártida. Os restos estavam numa praia gelada, perto de onde o avião foi abandonado por Mawson há quase um século, quando mostrou não funcionar na expedição.
A Austrália tinha passado anos procurando o avião Vickers, de hélice única, em Cape Denison. Membros da expedição toparam com pedaços de tubos metálicos enferrujados na praia da baía Commonwealth durante uma maré muito baixa. Os pedaços correspondem a tubos de ferro estruturais da fuselagem do avião.

Cézanne, Klimt e Giacometti são destaques em leilão da Sotheby's



Pintura de Paul Cézanne foi um dos destaques de leilão da Sotheby's.
REUTERS/Stefan Wermuth


Cézanne, Klimt e Giacometti são destaques em leilão da Sotheby's
terça-feira, 12 de janeiro de 2010


Por Alexander Clare
LONDRES (Reuters Life!) - Pinturas de Paul Cézanne e Gustav Klimt, ao lado de um bronze raro do escultor italiano Alberto Giacometti, serão os destaques de um leilão da Sotheby's em Londres em fevereiro.
A casa internacional de leilões disse que seu Leilão Noturno de Arte Impressionista e Moderna, em 3 de fevereiro, será o primeiro do tipo realizado em Londres a incluir três obras estimadas em mais de 10 milhões de libras (16,11 milhões de dólares) cada.
O leilão também terá pinturas de Henri Matisse, Rene Magritte e Joan Miró, entre outros, e as esculturas oferecidas vão incluir dois trabalhos de Henry Moore.
Melanie Clore, co-presidente do Departamento Mundial de Arte Impressionista e Moderna da Sotheby's, disse que peças como essas despertam uma paixão inexplicável nos colecionadores de arte inveterados.
"É como se apaixonar", disse ele. "Não há nada de racional nisso".
A natureza-morta "Pichet et fruits sur une table", pintada em 1893-94, teve seu valor estimado em entre 10 e 15 milhões de libras e data do período em que a maestria de Cézanne no gênero natureza-morta estava no auge.
A Sotheby's estimou "Kirche in Cassone (Landschaft mit Zypressen)" (Igreja em Cassone-Paisagem com Ciprestes) em entre 12 e 18 milhões de libras. Pintado em 1913, é o único exemplar sobrevivente dos trabalhos em que o artista retratou o lago Garda, na Itália.
A tela já pertenceu ao magnata de ferro e colecionador austro-húngaro Viktor Zuckerkandl (1851-1927) e sua mulher Paula, tendo desaparecido em Viena no período nazista e voltado à tona algumas décadas mais tarde.
Está sendo oferecida à venda agora após um acordo entre o sobrinho-neto, de 81 anos, do proprietário original e o colecionador particular europeu com cuja família a pintura se encontra há vários anos.
A venda do bronze "L'Homme qui marche I" será a primeira vez em que uma escultura de Giacometti desse tamanho é posta em leilão em mais de 20 anos, segundo a Sotheby's, que estimou seu valor em mais de 12 milhões de libras.
"Femme couchée", de Matisse, estimado em entre 3,5 e 5,5 milhões de libras, é um magnífico exemplar do tema favorito do artista - uma mulher deitada em um interior - e guarda relação estreita com sua célebre série Odalisques, dos anos 1920, disse a casa de leilões.
Patrick Legant, diretor do Departamento de Arte Impressionista e Moderna da Sotheby's, disse que é raro e recompensador ter a oportunidade de vender algo tão raro.
"É um pouco triste ver essas obras partirem, mas é um privilégio poder cuidar delas por algum tempo", disse ele.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Quadro de Edgar Degas é roubado de museu francês

Quadro de Edgar Degas é roubado de museu francês
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009 15:56

MARSELHA, 31 de dezembro (Reuters Life!) - Um quadro do artista impressionista francês Edgar Degas foi roubado de um museu na noite de quarta-feira no sul da França, informou a Promotoria da cidade.
O quadro, chamado "O Coro", tem valor estimado em 30 milhões de euros, segundo a mídia local. O trabalho pertencia ao Museu d'Orsay em Paris e tinha sido emprestado ao museu Cantini para uma exposição que termina em 3 de janeiro.
"O desaparecimento desse quadro tão caro foi descoberto quando o museu abriu na manhã de quinta-feira. Não parece haver nenhum sinal de arrombamento e invasão", disse o promotor público de Marselha, Jacques Dallest, à Reuters.
O museu d'Orsay, que está emprestando muitos trabalhos nos últimos meses para angariar fundos, se recusou a comentar o roubo.
(Reporagem de Francois Revilla)